Em Ruanda, secretário-geral da ONU lembra os 20 anos do genocídio que matou 800 mil pessoas

Lembrando o massacre que dizimou quase um quarto da população de Ruanda, Ban pediu ações mais enfáticas no combate a crises semelhantes, como as da Síria e República Centro-Africana.

Facões e balas perto da fronteira ruandense de Gisenyi, logo após os massacres em 1994. Foto: ONU/John Isaac

Em Ruanda para participar da comemoração oficial dos 20 anos do genocídio, durante a qual 800 mil tutsis e hutus foram mortos em 1994, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que “isso nunca deveria acontecer na história da Humanidade”.

Ele ressaltou a necessidade de usar as “lições trágicas e duras” dos horrores que aconteceram em Ruanda (1994) e Srebrenica, na guerra da Bósnia (1995), para garantir que tais atrocidades nunca voltem a acontecer.

O secretário-geral disse que aproveitará o aniversário do massacre para reafirmar o “forte compromisso” da ONU para assegurar que tais horrores não se repitam.

“As pessoas devem se pôr no lugar daqueles em condições vulneráveis – da Síria à República Centro-Africana – e se perguntar sobre o que podem fazer para um mundo de direitos e dignidade para todos”, disse Ban neste domingo (6) na capital de Ruanda, Kigali, em encontro com o presidente Paul Kagame.

Nesta segunda-feira (7), o secretário-geral participará de uma série de eventos do “Kwibuka 20”, que sob o tema “Lembrar, Unir, Renovar” honrarão a memória dos mortos e incentivarão os ruandeses à reconciliação e a mostrar ao mundo sua determinação em renovar o país.

Ocorrida em 1994, a tragédia contrapôs as etnias Tutsi e Hutu em um massacre que durou três meses e custou a vida de no mínimo 800 mil tutsis e hutus moderados – reduzindo a população do país na época em quase 25%.

(Original do vídeo acima, clique aqui)