Em Roraima, UNFPA conscientiza suas equipes humanitárias sobre racismo

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu neste mês uma capacitação para os seus profissionais em Roraima sobre como identificar e combater o racismo. O objetivo da formação foi aperfeiçoar o atendimento da agência da ONU a refugiados e migrantes venezuelanos.

Profissionais do escritório do UNFPA em Pacaraima participam de iniciativa de conscientização sobre racismo. Foto: UNFPA Brasil/Yareidy Perdomo

Profissionais do escritório do UNFPA em Pacaraima participam de iniciativa de conscientização sobre racismo. Foto: UNFPA Brasil/Yareidy Perdomo

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu neste mês uma capacitação para os seus profissionais em Roraima sobre como identificar e combater o racismo. O objetivo da formação foi aperfeiçoar o atendimento da agência da ONU a refugiados e migrantes venezuelanos.

A iniciativa foi liderada pela oficial de programa do UNFPA para comunicação e igualdade de gênero e raça, Rachel Quintiliano. Durante o encontro com colegas de Boa Vista e Pacaraima, a especialista explicou que o racismo funciona como um mecanismo social de exclusão, podendo se manifestar até mesmo em procedimentos de instituições.

Rachel fez ainda um resgate histórico das origens do racismo no Brasil, lembrando o tráfico de africanos para o país e a sua escravização. A oficial do UNFPA apontou que determinados grupos, como os negros, indígenas, refugiados e migrantes, enfrentam obstáculos no acesso a direitos, inclusive o direito à saúde sexual e reprodutiva — a área estratégica da atuação do fundo da ONU.

Em contextos de vulnerabilidade e em emergências humanitárias, problemas associados à discriminação racial ficam ainda mais evidentes, segundo o organismo internacional.

“Boa parte dos desafios com relação às mortes maternas, às necessidades de planejamento reprodutivo e à violência contra mulheres e meninas são, por vezes, agravados pelo racismo, pela discriminação e xenofobia. É preciso entender esse fenômeno e seguir construindo respostas nacionais e internacionais para enfrentar isso”, afirma Rachel.

O UNFPA está presente em Roraima desde agosto de 2017, participando diretamente da resposta do governo federal à chegada de venezuelanos.

Em crises humanitárias, o trabalho do Fundo de População consiste em assegurar e promover a saúde sexual e reprodutiva, além de combater e prevenir a violência baseada em gênero. Os públicos-alvo das ações da agência são mulheres, grávidas, lactantes, pessoas LGBTI, idosos, pessoas com deficiência, indivíduos vivendo com HIV, entre outras populações com necessidades específicas de proteção.