Em Roraima, ONU discute cobertura jornalística de situações de refúgio e migração

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

“O papel do jornalista local é o papel de qualquer jornalista no mundo, que é um olhar focado nas pessoas”, defendeu em Roraima a repórter Ângela Bastos, do Diário Catarinense, de Florianópolis (SC). A jornalista esteve em Boa Vista para o workshop “Jornalismo Além das Fronteiras”, promovido pela ONU para discutir o papel da imprensa em contextos de migração e refúgio. Encontro abordou xenofobia e desafios das mulheres e crianças deslocadas.

A jornalista Ângela Bastos, repórter especial do Diário Catarinense, foi uma das convidadas do workshop. Foto: UNFPA Brasil/Yare Perdomo

A jornalista Ângela Bastos, repórter especial do Diário Catarinense, foi uma das convidadas do workshop. Foto: UNFPA Brasil/Yare Perdomo

“O papel do jornalista local é o papel de qualquer jornalista no mundo, que é um olhar focado nas pessoas”, defendeu em Roraima a repórter Ângela Bastos, do Diário Catarinense, de Florianópolis (SC). A jornalista esteve em Boa Vista para o workshop “Jornalismo Além das Fronteiras“, promovido pela ONU para discutir o papel da imprensa em contextos de migração e refúgio. Encontro abordou xenofobia e desafios das mulheres e crianças deslocadas.

Realizado na semana passada (28), o evento reuniu cerca de 50 profissionais de mídia, universitários e representantes das assessorias de imprensa do estado e município. Entre os veículos presentes, estavam a Rede Amazônica, Folha de Boa Vista, Roraima em Foco, Roraima em Tempo, Rádio Monte Roraima FM, G1 Roraima, SBT e a TV Imperial.

Ângela Bastos foi umas das convidadas a falar sobre sua experiência de cobertura focada em direitos humanos. “Eu literalmente cruzei o Brasil para chegar até aqui. Foi bom perceber que a imprensa local continua dando um foco no assunto, enquanto a mídia nacional esfriou a cobertura do tema. Mas o assunto não está resolvido, o Brasil ainda tem um problema que precisa ajudar Roraima a resolver”, disse a repórter.

A jornalista ressaltou que “o imigrante está em uma condição de vulnerabilidade, eles deixaram tudo pra trás e não sabem o que vai acontecer”.

“A responsabilidade do jornalista aqui é continuar mantendo o foco, mas a matéria precisa ser renovada, apresentada de outra forma, pra sair da factualidade, manter as pautas com essas famílias que precisam ser escutadas”, completou Ângela.

A atividade aprofundou discussões sobre a responsabilidade da imprensa ao abordar temas como xenofobia e integração. Também foram debatidas estratégias para contextualizar as noções de refúgio, migração e ação humanitária. A pauta do encontro incluiu ainda os cuidados na hora de falar sobre mulheres e crianças em situação de deslocamento.

O workshop foi o segundo já realizado em Roraima. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e União Europeia (UE), com apoio da Organização Internacional para as Migrações (OIM), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Universidade Federal de Roraima e o Exército Brasileiro.


Mais notícias de:

Comente

comentários