Em Roraima, agências da ONU treinam militares brasileiros para combater violência sexual

Em Roraima, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu neste mês um treinamento com militares brasileiros sobre como combater o abuso e a exploração sexuais em contextos de emergência. Os oficiais fazem parte do novo contingente que vai integrar a Operação Acolhida — a resposta do governo federal à chegada de venezuelanos ao Brasil.

A capacitação foi realizada em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Treinamento da ONU aborda o combate e a prevenção ao abuso e exploração sexuais de venezuelanos. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Treinamento da ONU aborda o combate e a prevenção ao abuso e exploração sexuais de venezuelanos. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Em Roraima, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu neste mês um treinamento com militares brasileiros sobre como combater o abuso e a exploração sexuais em contextos de emergência. Os oficiais fazem parte do novo contingente que vai integrar a Operação Acolhida — a resposta do governo federal à chegada de venezuelanos ao Brasil.

A capacitação foi realizada em 23 de julho, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

“Essa oficina é de fundamental importância no dia a dia de trabalho dos militares, uma vez que, devidamente capacitados e sensibilizados, casos de exploração sexual e abuso podem ser prevenidos. Diariamente, milhares de migrantes e refugiados passam pela Operação Acolhida em Pacaraima e o olhar mais atento ou a sensibilidade no manejo de um caso pode salvar uma pessoa de ser vítima de exploração sexual ou abuso”, aponta o assistente de campo do UNFPA, Lucas Rocha.

O tenente-coronel Barcellos, comandante da Base de Pacaraima na Operação Acolhida, afirma que a formação vai deixar as tropas mais preparadas para o trabalho com os venezuelanos.

“Alguns militares têm experiências com operações internacionais, mas o tipo de operação que está ocorrendo aqui é bastante diferente das que eles participaram. É importante nivelar conhecimentos”, diz o militar.

A especialista sobre violência baseada em gênero do UNFPA em Roraima, Patrícia Mello, ressalta que os abrigos de venezuelanos são o lar de alguns migrantes em situação de extrema vulnerabilidade.

UNFPA e profissionais de saúde

A cada 30 dias, um novo contingente de profissionais de saúde chega — por meio da Operação Acolhida — para atuar no Posto de Atendimento Avançado, em Pacaraima. O UNFPA promove diálogos com essas equipes para explicar o trabalho da agência e se consolidar como uma instituição de referência no combate à violência de gênero.

A agência da ONU também sensibiliza os clínicos para promover a sexual e reprodutiva das mulheres e adolescentes venezuelanas que acabam de entrar no Brasil.