Em reunião com chefe da Liga Árabe, Ban Ki-moon reitera necessidade de solução política para Síria

Chefes da ONU e da Liga Árabe se reuniram com representante especial conjunto das duas organizações, Lakhdar Brahimi, para discutir formas de ajudar as partes sírias a iniciar um processo político com o objetivo de pôr fim a conflito de dois anos.

Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, se reúne com Secretário-Geral da Liga dos Estados Árabes, Nabil Elraby (à esquerda), e seu representante especial Lakhdar Brahimi. Foto: ONU/Rick Bajornas

Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, se reúne com Secretário-Geral da Liga dos Estados Árabes, Nabil Elraby (à esquerda), e seu representante especial Lakhdar Brahimi. Foto: ONU/Rick Bajornas

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, e o Secretário-Geral da Liga dos Estados Árabes, Nabil Elaraby, se reuniram nesta segunda-feira (22) com o representante especial conjunto das duas organizações, Lakhdar Brahimi, para discutir formas de ajudar as partes sírias a iniciar um processo político que poderia ajudar a acabar com a violência que já dura mais de dois anos, protegendo todas as pessoas e comunidades do país despedaçado.

Durante a reunião, realizada na sede da ONU em Nova York, Ban Ki-moon reiterou seu apelo ao Conselho de Segurança para encontrar a unidade e colocar todo o seu peso por uma solução política na Síria e nos esforços de Brahimi para esse fim.

Falando a jornalistas após uma reunião a portas fechadas com o Conselho de Segurança na semana passada, Brahimi disse que a situação na Síria havia se desintegrado na “mais grave crise”. Ele pediu ao órgão da ONU para agir.

Os números mais recentes mostram 6,8 milhões de pessoas em necessidade, 4,25 milhões de pessoas deslocadas internamente e um adicional de 1,3 milhão em busca de refúgio nos países vizinhos. O conflito já matou mais de 70 mil pessoas desde que as forças da oposição tentaram derrubar o presidente Bashar Al-Assad, em 2011.

No começo do dia, Ban havia pedido o fim do fornecimento de armas para qualquer lado no conflito sírio, dizendo que mais armas só significaria mais mortes e destruição.

Na reunião com Elaraby e o primeiro-ministro do Catar, Hamad bin Jassim bin Jabr Al-Thani, Ban destacou a terrível crise humanitária na Síria e reiterou seu apelo para que os países doadores continuem apoiando os esforços humanitários da ONU.

Ban Ki-moon também disse a Elaraby e ao primeiro-ministro que não há alternativa para acabar com o conflito sírio a não ser por meio de uma solução política, destacando a necessidade urgente de um diálogo entre as partes.

Durante a mesma reunião, Ban Ki-moon disse que continuou a pedir que israelenses e palestinos redobrem seus esforços para alcançar um acordo sobre todas as questões centrais do conflito. De acordo com seu porta-voz, Ban Ki-moon ressaltou a importância de se obter progresso este ano, acrescentando que a “atual oportunidade não deve ser perdida”.

Ban Ki-moon também reiterou sua profunda preocupação com as condições dos prisioneiros palestinos sob custódia israelense e a posição da ONU de que pessoas detidas devem ter um julgamento justo de acordo com as normas internacionais, ou serem imediatamente liberadas.