Em relatório sobre cidades, ONU-HABITAT pede noção mais abrangente de prosperidade e desenvolvimento

“Estado das Cidades do Mundo 2012/2013” aponta produtividade, infraestrutura, igualdade, qualidade de vida e sustentabilidade ambiental como as cinco áreas-chave de avaliação de uma cidade próspera.

Estado das Cidades do Mundo 2012/2013O Subsecretário-Geral e Diretor Executivo do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), Joan Clos, lançou nesta na quarta-feira (6) o relatório da agência “Estado das Cidades do Mundo 2012/2013”, durante a sexta edição do Fórum Urbano Mundial.

Intitulado “A prosperidade das cidades”, o relatório recomenda que as pessoas envolvidas no trabalho de desenvolvimento precisam explorar uma noção mais abrangente de prosperidade e desenvolvimento. De acordo com o principal autor do documento, Eduardo Moreno, há uma necessidade urgente de uma mudança de atenção em todo o mundo em favor de uma noção mais robusta de desenvolvimento.

“Neste relatório, o ONU- HABITAT defende um novo tipo de cidade – a cidade do século 21 – centrada nas pessoas”, afirmou Clos, acompanhado de Moreno e de outros autores. “As cidades do futuro devem ser aquelas que são capazes de integrar os aspectos tangíveis e mais intangíveis de prosperidade, no processo de exclusão de formas e funcionalidades ineficientes e insustentáveis da cidade do século passado, tornando-se as salas de máquinas de crescimento e desenvolvimento.”

Moreno explicou que as cidades do século 21 precisam ser resilientes e harmoniosas. Ele explicou que o novo Índice de Prosperidade da Cidade do ONU-HABITAT mostra o desempenho de uma cidade em cinco áreas-chave: produtividade, infraestrutura, igualdade, qualidade de vida e sustentabilidade ambiental. Isso, argumenta o relatório, dá uma imagem mais equilibrada da prosperidade e ajuda a mostrar como os esforços em uma área podem levar a um crescimento em outra.

Além disso, para o relatório, com um planejamento adequado e eficaz, as cidades poderiam ser usadas para resolver crises globais atuais, desde que as autoridades alinhem as atividades e despesas nos níveis local, regional e nacional da política de desenvolvimento urbano.

Acesse o relatório na íntegra clicando aqui.