Em parceria com a ONU, TV Brasil veicula série de reportagens sobre zika

Em parceria com ONU Mulheres, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e assessoria da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), a emissora pública TV Brasil iniciou na segunda-feira (25) a veiculação de uma série de reportagens sobre o surto do vírus zika e os direitos das mulheres.

Aedes aegypti é principal transmissor do zika, da dengue e da chikungunya. Foto: UNICEF/Ueslei Marcelino

Aedes aegypti é principal transmissor do zika, da dengue e da chikungunya. Foto: UNICEF/Ueslei Marcelino

Bahia, Paraíba e Pernambuco formam o itinerário que a equipe de jornalismo dos programas Repórter Brasil e Caminhos da Reportagem, ambos da emissora pública TV Brasil, percorreu em busca de histórias de mulheres e mães de bebês com síndrome congênita do vírus zika.

O conteúdo foi produzido em meados de maio por meio da parceria entre Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ONU Mulheres, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Secretaria de Políticas para as Mulheres, com assessoria técnica da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) sobre o impacto da do vírus na vida das mulheres.

As cinco reportagens serão veiculadas diariamente no telejornal Repórter Brasil a partir das 21h20. O material aborda o histórico do zika e os desafios persistentes após um ano do surto, os problemas enfrentados pelas mães de bebês com microcefalia — do abandono de parceiros ao atendimento no sistema público de saúde, a mudança de significado da gravidez frente ao medo e a ameaça da infecção viral e a importância do pré-natal com qualidade.

Outros temas que também serão abordados são o acesso a métodos contraceptivos, a discussão sobre interrupção da gravidez e o debate sobre direitos sexuais e direitos reprodutivos e o ativismo das mães de crianças com doenças congênitas do vírus zika.

Na quinta-feira (28), às 22h, será exibido o programa Caminhos da Reportagem, que destacará a mudança na rotina das mães de bebês com síndrome congênita do vírus, em especial a microcefalia; a resposta que foi dada pelas instituições às necessidades das mulheres e a importância da discussão sobre direitos sexuais e reprodutivos.

O programa traz, ainda, algumas iniciativas empreendidas pelas próprias mulheres no sentido de se informar, proteger-se e se empoderar diante das consequências da doença.