Em Minas, ONU apoia publicação de livro sobre migração, refúgio e apátridas

Livro “Entre-lugares”, lançado na quinta-feira (19) em Belo Horizonte pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-Minas), contou com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e apresenta relatos de homens e mulheres migrantes que tiveram como destino o Brasil.

Com narrativas que mesclam literatura e jornalismo, a obra aborda a jornada de pessoas migrantes nascidas no Peru, Palestina, Argentina, Haiti, Bolívia, China, República Democrática do Congo, Líbano e Síria.

Entre as histórias está a de Maha Mamo e Souad Mamo – nascidas no Líbano, porém sem pátria – que se refugiaram no Brasil. As irmãs foram as primeiras pessoas reconhecidas como apátridas na história brasileira, tendo conquistado a nacionalidade brasileira em 2018.

Livro “Entre-lugares” recebeu apoio da ONU e retrata a vida de homens e mulheres migrantes que tiveram como destino o Brasil. Foto: Divulgação.

Livro “Entre-lugares” recebeu apoio da ONU e retrata a vida de homens e mulheres migrantes que tiveram como destino o Brasil. Foto: Divulgação.educ

Entre jornalismo e literatura – narrações sobre migração e refúgio

Livro “Entre-lugares”, lançado na quinta-feira (19) em Belo Horizonte pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-Minas), contou com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e apresenta relatos de homens e mulheres migrantes que tiveram como destino o Brasil.

Com narrativas que mesclam literatura e jornalismo, a obra aborda a jornada de pessoas migrantes nascidas no Peru, Palestina, Argentina, Haiti, Bolívia, China, República Democrática do Congo, Líbano e Síria.

Entre as histórias está a de Maha Mamo e Souad Mamo – nascidas no Líbano, porém sem pátria – que se refugiaram no Brasil. As irmãs foram as primeiras pessoas reconhecidas como apátridas na história brasileira, tendo conquistado a nacionalidade brasileira em 2018.

Uma das histórias é a de Maha Mamo, que nasceu no Líbano e se refugiou no Brasil. Ela e a irmã foram as primeiras pessoas reconhecidas como apátridas na história brasileira. Foto: PUC-Minas.

Maha Mamo e a irmã foram as primeiras pessoas reconhecidas como apátridas na história brasileira. Foto: PUC-Minas.

A obra é das jornalistas Paula Dornelas e Roberta Nunes, e organizada por Duval Fernandes e Maria da Consolação Gomes de Castro, professores da PUC Minas. Cada capítulo conta com pinturas da artista Yanaki Herrera e fotografias de Luiza Gontijo.

O livro foi produzido ao longo de dois anos, com objetivo de contribuir para a visibilidade de pessoas migrantes e refugiadas e dos contextos sociais, culturais, políticos e econômicos de seus países de origem, bem como para abordar aspectos do acolhimento a migrantes e as políticas públicas voltadas para esse público no Brasil.

Entre-lugares recebeu apoio do Curso de Serviço Social por meio Grupo Interdisciplinar de Pesquisa e Extensão Direitos Sociais e Migração (GIPE-DSM) e do Programa de Pós-Graduação em Geografia por meio do Grupo Distribuição Espacial da População (GEDEP), ambos da PUC Minas. O Fundo de População da ONU também colaborou com a realização do material.

A primeira edição do livro impresso foi distribuída gratuitamente no dia do lançamento (19), na PUC Minas.

Imagens da migração

O evento de lançamento contou com exposição das fotografias e pinturas contidas na obra. A fotógrafa Luiza Gontijo (assistente social) acompanhou e fotografou entrevistas e encontros realizados com os migrantes e refugiados ao longo dos últimos anos.

A artista visual Yanaki Herrera também ilustrou, porém em tinta à óleo, as histórias contidas no livro. O trabalho resultou na série de pinturas Senderos, que também será exposta durante o lançamento de Entre-lugares.