Em meio a ‘profunda incerteza’, ONU pede apoio à defesa dos direitos humanos

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O principal organismo de direitos humanos das Nações Unidas lançou nessa semana um apelo de 253 milhões de dólares – o maior de sua história – com o objetivo de reforçar o seu programa de trabalho de 2017 para proteger e promover os direitos das pessoas em todo o mundo. O chefe de direitos humanos da organização alertou para o aumento da xenofobia e da discriminação em todo o mundo.

O principal organismo de direitos humanos das Nações Unidas lançou nessa quarta-feira (15) um apelo de 253 milhões de dólares – o maior de sua história – com o objetivo de reforçar o seu programa de trabalho de 2017 para proteger e promover os direitos das pessoas em todo o mundo.

“Em muitos países, mesmo as normas estão sendo atacadas – a xenofobia e os apelos à discriminação racial e religiosa entraram no discurso dominante e todos os dias, aparentemente, estão mais difundidos e mais enraizados”, disse Zeid Ra’ad Al Hussein, alto-comissário da organização para os direitos humanos.

“Mais e mais as pessoas estão percebendo de repente que não podemos mais nos permitir ser complacentes no tema dos direitos humanos, e que a erosão [dos direitos] de outras pessoas levará, mais cedo ou mais tarde, a nossa própria erosão.”

De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), os fundos extraorçamentários aumentarão o trabalho do escritório de prestação de assistência nos países, apoiará especialistas independentes das Nações Unidas e o Conselho de Direitos Humanos, bem como contribuirá para vários fundos fiduciários em questões como tortura, direitos dos povos indígenas e a luta contra as formas contemporâneas de escravidão.

“Por meio da defesa dos direitos humanos, aconselhamento sobre leis e constituições, formação de autoridades do Estado, bem como de organizações não governamentais, investigações que lançam as bases para a responsabilização e amplificam as vozes das vítimas de violações dos direitos humanos – por meio destes e de outros meios, [o ACNUDH] ajuda na defesa da ampliação da proteção dos direitos humanos para todos”, afirmou Zeid.

O Escritório tem cerca de 60 escritórios ou representações de campo em diferentes locais em todo o mundo. Estes incluem escritórios nacionais, regionais e independentes, conselheiros de direitos humanos e componentes de direitos humanos das missões da ONU. No entanto, a falta de recursos financeiros é considerada pela organização como “dramática e crônica”.

Saiba como doar em https://donatenow.ohchr.org

(Imagem de capa: Juba, Sudão do Sul. Foto: ONU/Eskinder Debebe)


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