Em meio a crise de ebola, ONU condena assassinatos de civis e agentes de saúde na RD Congo

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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse na segunda-feira (22) estar “indignado com os contínuos assassinatos e sequestros de civis por grupos armados” perto de Beni, na região de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo. A localidade tem lutado contra um surto de ebola desde agosto. Entre as vítimas da violência, estão profissionais de saúde que atuam na resposta à doença.

Kambale, de sete anos, vai à escola em Beni, na República Democrática do Congo, que tem sido atingida por uma epidemia de ebola. Foto: UNICEF/Thomas Nybo

Kambale, de sete anos, vai à escola em Beni, na República Democrática do Congo, que tem sido atingida por uma epidemia de ebola. Foto: UNICEF/Thomas Nybo

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse na segunda-feira (22) estar “indignado com os contínuos assassinatos e sequestros de civis por grupos armados” perto de Beni, na região de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo. A localidade tem lutado contra um surto de ebola desde agosto. Entre as vítimas da violência, estão profissionais de saúde que atuam na resposta à doença.

Guterres condenou o ataque de sábado (20) na cidade de Mayongose, nos arredores de Beni, onde ao menos 11 civis foram mortos e diversos mais ficaram feridos e foram sequestrados. O dirigente máximo da ONU também disse estar “profundamente perturbado” com relatos de que na sexta-feira (19), duas agentes de saúde congolesas foram mortas por uma milícia armada em Butembo.

Na avaliação das Nações Unidas, tais episódios de violência continuam fragilizando o acesso humanitário à região, devastada por conflito. Os ataques também impedem que profissionais de saúde combatam o surto de ebola. A OMS suspendeu todas as suas atividades por um período de dois dias após os assassinatos no final de setembro, dentro e nos arredores de Beni. Crimes deixaram mais de 20 mortos.

O atual surto de ebola, o décimo a atingir a República Democrática do Congo em 40 anos, foi declarado na província de Kivu do Norte em 1º de agosto deste ano. Por conta da deterioração das condições de segurança em Beni e nas proximidades, a OMS elevou o nível de risco de “alto” para “muito alto” em 28 de setembro. Até o momento, mais de 250 casos de ebola foram relatados. Mais de 140 levaram à morte dos infectados.

Guterres pediu para “todos os grupos armados cessarem imediatamente ataques contra civis e garantirem acesso humanitário às populações em necessidade”.


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