Em meio a conflitos, centenas de pessoas em Mossul recebem assistência médica

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ONU informou que cerca de 700 pessoas que estavam na linha de frente dos combates em Mossul, no Iraque, foram transferidas para hospitais em meio à ampliação dos esforços humanitários na região.

“A ONU aumentou o acesso às áreas que foram retomadas e está ampliando a ajuda para atender milhares de pessoas que fogem dos combates entre as forças iraquianas e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL). No entanto, dado o alto risco das munições, os trabalhadores humanitários têm de esperar até que as áreas sejam limpas para acessá-las”, disse funcionário humanitário das Nações Unidas.

Pessoas que receberam cobertores do ACNUR voltando para casa após uma distribuição de ajuda em uma área liberada no leste de Mossul, no Iraque. Foto: ACNUR/Ivor Prickett

Pessoas que receberam cobertores do ACNUR voltando para casa após uma distribuição de ajuda em uma área liberada no leste de Mossul, no Iraque. Foto: ACNUR/Ivor Prickett

A ONU informou na terça-feira (10) que cerca de 700 pessoas que estavam na linha de frente dos combates em Mossul, no Iraque, foram transferidas para hospitais em meio à ampliação dos esforços humanitários na região.

“O número de vítimas na linha de frente dos conflitos é extremamente elevado. Várias pessoas que receberam atendimento médico foram trazidas com ferimento de bala”, disse o porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Jens Laerke, a jornalistas em Genebra.

Além disso, de acordo com o mais recente relatório divulgado pelo OCHA, cerca de 135.500 pessoas foram deslocadas nos últimos 10 dias como resultado dos esforços para retomar a cidade.

“A ONU aumentou o acesso às áreas que foram retomadas e está ampliando a ajuda para atender milhares de pessoas que fogem dos combates entre as forças iraquianas e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL). No entanto, dado o alto risco das munições, os trabalhadores humanitários têm de esperar até que as áreas sejam limpas para acessá-las”, acrescentou Laerke.

Segundo o porta-voz, grande parte dos agentes está atuando nos campos governados pelo governo e pela ONU no sul e no leste de Mossul, onde a maioria das pessoas deslocadas está abrigada.

Os esforços humanitários concentram-se, especialmente, em ajudar os civis a se proteger das baixas temperaturas do inverno.

De acordo com relatos de pessoas que fugiram do oeste de Mossul, combatentes do ISIL redirecionaram fontes de combustível para suas forças armadas, limitando a eletricidade disponível para as pessoas aquecerem suas casas.

“Apesar dos esforços, não há acesso humanitário às áreas controladas pelo ISIL no oeste de Mossul”, afirmou Laerke, alertando que a ONU está “muito preocupada” com a segurança e proteção das pessoas nessas áreas.

“É possível contar, registrar e ajudar aqueles que fogem, mas é impossível dizer quantos permaneceram lá”, destacou o porta-voz.

Há dois meses, as principais rotas comerciais para a parte ocidental da cidade foram essencialmente seladas, resultando em uma situação semelhante a um cerco, onde poucos bens estão disponíveis.


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