Em Genebra, chefe de direitos humanos da ONU pede ‘medidas urgentes’ para promover educação de meninas

De acordo com estudo apoiado pelas Nações Unidas, o melhor indicador para um país considerado “pacífico” não é sua riqueza ou a estrutura política, mas o bem-estar e educação de mulheres e meninas.

Garotas brincando no pátio da Escola Primária de Santo Niño, na cidade de Tanauan, nas Filipinas. Foto: UNICEF/Giacomo Pirozzi

Garotas brincando no pátio da Escola Primária de Santo Niño, na cidade de Tanauan, nas Filipinas. Foto: UNICEF/Giacomo Pirozzi

Embora o empoderamento das mulheres tenha sido uma das conquistas mais importantes do século passado, a comunidade internacional deve “incentivar ainda mais” a luta para garantir o direito à educação para todas as meninas, declarou o chefe do escritório de direitos humanos da ONU nesta terça-feira (16).

“Investir na educação de meninas não é só a coisa certa a se fazer, é também a coisa inteligente a se fazer”, disse o alto comissário para Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, ao participar de um painel de discussão relativo à realização do benefício equitativo sobre o direito a educação para todas as meninas, realizado no escritório da ONU em Genebra, Suíça.

De acordo com estudo recente de Estatísticas sobre Mulheres apoiado pelas Nações Unidas em 174 Estados-membros, o melhor indicador para um país considerado “pacífico” não é sua riqueza ou a estrutura política, mas o bem-estar e educação de mulheres e meninas.

Quase um terço de todos os países do mundo continuam a mostrar defasagem na paridade entre meninos e meninas no ensino básico. “Investir na educação não é só a coisa certa a fazer, mas também a mais inteligente”, disse Zeid, citando que o investimento em educação feminina traz maior estabilidade, melhor resultados de saúde por gerações e um aumento do crescimento econômico.