Em evento sobre liberdade de imprensa, chefe da ONU condena violência contra jornalistas

O secretário-geral da ONU classificou como “inaceitável” o tratamento ainda dispensado a profissionais de mídia em muitos lugares. Desde 1992, mais de mil jornalistas foram assassinados no mundo – quase um por semana.

Ato de jornalistas no Rio de Janeiro homenageira colega morto Santiago Andrade, atingido na cabeça por um rojão quando cobria uma manifestação. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Ato de jornalistas no Rio de Janeiro homenageira colega morto Santiago Andrade, atingido na cabeça por um rojão quando cobria uma manifestação. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Destacando o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa – lembrado dia 3 de maio –, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, reforçou nesta quinta-feira (1) o caráter indispensável de uma mídia livre para o desenvolvimento, a democracia e a boa governança – sendo a defesa deste direito fundamental um fator crítico para os planos internacionais de desenvolvimento.

“A liberdade de expressão, independência midiática e acesso universal ao conhecimento fortalecerão nossa luta por resultados duradouros às pessoas e ao planeta”, disse o secretário-geral na abertura do evento “Liberdade de imprensa por um futuro melhor”, na sede da ONU em Nova York.

No discurso, o chefe da ONU destacou a violência diária e crescente sofrida pelos profissionais de informação. Por comunicarem verdades desconfortáveis, jornalistas são sequestrados, detidos, espancados e até mesmo mortos. “Tal tratamento”, segundo Ban, “é completamente inaceitável em um planeta cada vez mais dependente de canais globais de notícias”.

Entre as estatísticas citadas pelo chefe da ONU incluem-se 456 exílios forçados desde 2008, mais 70 mortes e 211 prisões de jornalistas em 2013. Desde 1992, mais de mil jornalistas foram assassinados no mundo – quase um por semana.

“Por trás de cada uma dessas estatísticas alarmantes”, lamentou, “há um homem ou mulher que simplesmente faziam seu trabalho”.

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Leia também a mensagem conjunta de Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, e Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa clicando aqui.