Em evento sobre a Carta da ONU, Ban Ki-moon lembra que documento permanece válido, valioso e vital

“A Carta é um documento vivo, não um roteiro detalhado”, explicou o secretário-geral da ONU. “É a nossa bússola, consagrando princípios que têm resistido ao teste do tempo”.

Evento no Conselho de Segurança sobre a Carta da ONU. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Evento no Conselho de Segurança sobre a Carta da ONU. Foto: ONU/Devra Berkowitz

“As Nações Unidas foram fundadas para evitar outra guerra mundial, e conseguiram isso”, lembrou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta segunda-feira (23) ao falar com membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas reunidos em Nova York em evento sobre a Carta da ONU. “Apesar de terem acontecido genocídios e conflitos armados, as últimas sete décadas certamente teriam sido ainda mais sangrentas sem as Nações Unidas.”

Além de ter contribuído para a paz e a segurança mundiais, a ONU esteve diretamente envolvida em ajudar as pessoas a viver mais tempo, a terem uma vida mais saudável, na capacitação das mulheres e na promoção do direito internacional, na governança democrática e na melhoraria do bem-estar coletivo, disse Ban, ao lembrar como o mundo mundo mudou muito desde 1945, quando a Carta da ONU foi redigida.

Mas, apesar das mudanças, as aspirações contidas na Carta permanecem “válidas, valiosas e vitais”, especialmente o compromisso com a prevenção de conflitos através da solução pacífica de controvérsias e a proteção dos direitos humanos.

“A Carta é um documento vivo, não um roteiro detalhado”, explicou Ban. “É a nossa bússola, consagrando princípios que têm resistido ao teste do tempo.”

Lembrando que em 2015 a ONU comemora seu 70 aniversário, o secretário-geral disse que a data deve servir como uma oportunidade para refletir seriamente sobre a tarefa comum de todos os membros da Organização e agir de forma transformadora sobre o desenvolvimento sustentável.

“Vamos reafirmar nosso compromisso na grande causa da convivência com dignidade e paz para todos”, concluiu.