Em Doha, evento discute acordos regionais para repartição de bens confiscados

Segundo o UNODC, repartição de bens confiscados provenientes de delitos pode resultar em benefícios substanciais para os esforços de cooperação jurídica internacional, criando incentivos para que os países trabalhem em conjunto, independentemente da localização de tais bens.

Especialista em Anticorrupção e Lavagem de Dinheiro do UNODC Brasil, Indira Fernandes. Foto: UNODC

Especialista em Anticorrupção e Lavagem de Dinheiro do UNODC Brasil, Indira Fernandes. Foto: UNODC

Durante o 13º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) no Panamá organizou o evento paralelo “Superando barreiras para a Recuperação de Ativos por meio da adoção de Acordos Regionais para o retorno e compartilhamento de bens recuperados”.

O evento teve como objetivo discutir a importância e os benefícios de acordos regionais em matéria de Repartição de Bens Confiscados. A repartição de bens confiscados provenientes de delitos pode resultar em benefícios substanciais para os esforços de cooperação jurídica internacional, criando incentivos para que os países trabalhem em conjunto, independentemente da localização de tais bens.

Trata-se de ação de suma importância, pois o valor obtido com a repartição dos bens confiscados entre os países pode ser destinado ao combate ao crime organizado, potencializando a capacidade operativa das diferentes agências de cooperação.

Participaram do evento o representante regional do UNODC para a América Central e Caribe, Amado de Andrés; a assessora de Anticorrupção do UNODC Panamá, Virgínia Marques; a especialista em Anticorrupção e Lavagem de Dinheiro do UNODC Brasil, Indira Fernandes; e a assessora legal do Caricom Impacs, Giselle Martin.

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