Em dia mundial, UNESCO defende diversidade e faz apelo contra racismo e discriminação

Em mensagem para o Dia Internacional da Tolerância, celebrado nesta sexta-feira (16), a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, enfatizou que a tolerância não é apenas uma virtude moral, mas também um princípio político, capaz de orientar as sociedades na luta contra o racismo e outras formas de discriminação. Dirigente enfatizou que a diversidade faz parte da humanidade e é uma força do desenvolvimento.

Crianças numa escola do Bronx, em Nova Iorque. Foto: ONU/Marcia Weistein

Crianças numa escola do Bronx, em Nova Iorque. Foto: ONU/Marcia Weistein

Em mensagem para o Dia Internacional da Tolerância, celebrado nesta sexta-feira (16), a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, enfatizou que a tolerância não é apenas uma virtude moral, mas também um princípio político, capaz de orientar as sociedades na luta contra o racismo e outras formas de discriminação. Dirigente enfatizou que a diversidade faz parte da humanidade e é uma força do desenvolvimento.

Azoulay também chamou atenção para desafios do atual cenário político global. “Por um lado, a globalização aproxima os Estados e os cidadãos ao permitir uma cooperação frutífera em múltiplos domínios; por outro lado, cria desequilíbrios, alimenta medos e gera tensões”, explicou a autoridade máxima da UNESCO.

“O populismo, o discurso de ódio e a retórica excludente prosperam na ansiedade gerada por desigualdades socioeconômicas, migração forçada, reestruturação social e desafios ambientais”, acrescentou a chefe da agência da ONU.

A dirigente disse ainda que “a diversidade cultural faz parte do tecido da sociedade humana”.

“É uma força e um condutor do desenvolvimento. É um benefício do qual todos podemos tirar proveito, desde que aprendamos a nos entender, que possamos ver o que é universal em todas as culturas e que adotemos uma atitude de tolerância em relação ao que, a princípio, parece estranho para nós”, completou Azoulay.

Segundo chefe da UNESCO, “a tolerância não deve ser entendida como uma tenacidade das pessoas cujas características diferem das nossas”.

“Em vez disso, deve ser entendida como uma prontidão para respeitar e apreciar os outros, para compreender plenamente o valor de outras culturas e para reconhecer os direitos iguais inalienáveis de todos os seres humanos”, defendeu a dirigente.

“De imediato, tanto uma virtude moral quanto um princípio político, a tolerância é um sólido baluarte contra o racismo e todas as outras formas de discriminação. É um veículo para a paz, que devemos cultivar e fortalecer.”

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O ano é 1982. Na Cidade do Cabo, duas crianças se tornam amigas sem distinguir as raças durante o cruel período do Apartheid na África do Sul. Crianças pequenas não discriminam; elas não fazem menos dos outros por causa de sua cor de pele ou suas crenças. O ódio aos outros é aprendido. É por isso que a intolerância é muitas vezes nascida da ignorância. A diversidade de religiões, culturas, línguas e grupos étnicos não deve ser uma fonte de conflito, mas uma riqueza valorizada por todas e todos. A melhor maneira de neutralizar isso é apostar na educação. Podemos viver em harmonia entre culturas, religiões e povos. Hoje, 16 de novembro, é o Dia Internacional da Tolerância das @NacoesUnidas. Em mensagem para a data, a diretora-geral da @UNESCO, Audrey Azoulay, enfatizou que a tolerância não é apenas uma virtude moral, mas também um princípio político, capaz de orientar as sociedades na luta contra o racismo e outras formas de discriminação. Ela enfatizou que a diversidade faz parte da humanidade e é uma força do desenvolvimento. Azoulay também chamou atenção para desafios do atual cenário político global. “Por um lado, a globalização aproxima os Estados e os cidadãos ao permitir uma cooperação frutífera em múltiplos domínios; por outro lado, cria desequilíbrios, alimenta medos e gera tensões”, explicou. • “O populismo, o discurso de ódio e a retórica excludente prosperam na ansiedade gerada por desigualdades socioeconômicas, migração forçada, reestruturação social e desafios ambientais”, acrescentou a chefe da agência da ONU. A dirigente disse ainda que “a diversidade cultural faz parte do tecido da sociedade humana”. • “É uma força e um condutor do desenvolvimento. É um benefício do qual todos podemos tirar proveito, desde que aprendamos a nos entender, que possamos ver o que é universal em todas as culturas e que adotemos uma atitude de tolerância em relação ao que, a princípio, parece estranho para nós”, completou Azoulay. @unesco @unescobrasil @nacoesunidas

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Para promover uma cultura de respeito às diferenças, o organismo internacional realiza anualmente o Prêmio UNESCO-Madanjeet Singh para a Promoção da Tolerância e Não Violência.

Em 2018, a iniciativa reconheceu a cineasta canadense Manon Barbeau, que criou um programa de estúdio de música e vídeo móvel para aumentar a conscientização sobre a riqueza das culturas e línguas indígenas. Outra vencedora da premiação foi a ONG queniana Coexist Initiative, que trabalha para defender os direitos das mulheres e combater estereótipos de gênero.

“Que tais esforços sejam uma inspiração para todos nós e um incentivo para cultivar a tolerância agora e sempre”, concluiu Azoulay.