Em dia mundial, UNESCO chama cidadãos a combater todas as formas de discriminação e ódio

Em mensagem para o Dia Internacional para a Tolerância, lembrado nesta semana (16), a nova diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, alertou para a ascensão de políticas de exclusão que dividem sociedades e rejeitam a diversidade.

Dirigente fez um chamado para que a tolerância não seja praticada simplesmente como “a aceitação passiva do outro”. Ao contrário, ela deve se traduzir em uma oposição a “todas as formas de racismo, ódio e discriminação”, incluindo o antissemitismo.

Para a UNESCO, a tolerância deve se traduzir em uma oposição contra todas as formas de discriminação. Imagem: ONU

Para a UNESCO, a tolerância deve se traduzir em uma oposição contra todas as formas de discriminação. Imagem: ONU

Em mensagem para o Dia Internacional para a Tolerância, lembrado nesta semana (16), a nova diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, alertou para a ascensão de políticas de exclusão que dividem sociedades e rejeitam a diversidade. Dirigente fez um chamado para que a tolerância não seja praticada simplesmente como “a aceitação passiva do outro”. Ao contrário, ela deve se traduzir em uma oposição a “todas as formas de racismo, ódio e discriminação”, incluindo o antissemitismo.

“A discriminação contra um é a discriminação contra todos”, enfatizou a chefe do organismo das Nações Unidas. Audrey chamou atenção para os desafios trazidos pela globalização, que oferece oportunidades de diálogo e intercâmbio, mas também provocou novos problemas, agravados pela desigualdade e pela pobreza, pelos conflitos duradouros e pelos deslocamentos das populações.

“Nós vemos hoje a ascensão de políticas de exclusão e de discursos de divisão. Vemos a diversidade sendo rejeitada como uma fonte de fraqueza. Vemos mitos de culturas de sabedorias “puras” sendo glorificados, alimentados pela ignorância e às vezes pelo ódio. Vemos pessoas sendo reprimidas e transformadas em bodes expiatórios. Vemos ataques terroristas bárbaros planejados para enfraquecer o tecido da convivência pacífica.”

Existem 7 bilhões de formas de “ser humano”,
mas nós estamos juntos como membros da
mesma família, todos diferentes, mas igualmente
buscando respeito aos direitos e à dignidade.

Nesse contexto, frisou a diretora da UNESCO, a tolerância não pode se resumir à “indiferença”. Antes, deve ser entendida como uma “luta pela paz”. “A tolerância deve ser vista como um ato de libertação, por meio do qual as diferenças dos outros são aceitas como se fossem nossas. Isso significa respeitar a grande diversidade da humanidade, com fundamento nos direitos humanos”, ressaltou Audrey.

A dirigente acrescentou que a riqueza de diferenças entre comunidades, culturas e indivíduos é “uma força para todas as sociedades, para a criatividade e a inovação”. “Existem 7 bilhões de formas de “ser humano”, mas nós estamos juntos como membros da mesma família, todos diferentes, mas igualmente buscando respeito aos direitos e à dignidade”, disse.

Audrey lembrou ainda o papel da UNESCO na comunidade internacional, que “consiste em aprofundar os vínculos de uma humanidade única, por meio da compreensão, do diálogo e do conhecimento”.

“É por isso que nós defendemos a diversidade cultural e o patrimônio da humanidade da pilhagem e de ataques. É por isso que procuramos prevenir o extremismo violento por meio da educação, da liberdade de expressão e da alfabetização midiática, para empoderar mulheres e homens jovens. É por isso que trabalhamos para fortalecer o diálogo entre culturas e religiões, liderando a Década Internacional de Aproximação das Culturas.”

Entre as inciativas da agência da ONU para promover a tolerância, estão o Prêmio UNESCO-Madanjeet Singh de Promoção da Tolerância e da Não Violência e a Coalizão Internacional de Cidades Inclusivas e Sustentáveis da UNESCO, que trabalha para combater o preconceito, a xenofobia e a exclusão.

“A tolerância é um ato de humanidade, que cada um de nós deve alimentar e realizar todos os dias em nossas próprias vidas, para nos alegrarmos com a diversidade que nos torna fortes e com os valores que nos unem”, concluiu a diretora-geral.