Em dia mundial, ONU cobra mais assistência para meninas em crises humanitárias

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A ONU lembra este 11 de outubro, Dia Internacional das Meninas, com um apelo por mais direitos e serviços para as jovens vivendo em situações de conflito e desastres naturais. De acordo com as Nações Unidas, das 128,6 milhões de pessoas que deverão precisar de assistência humanitária até o final de 2017, mais de 75% são mulheres e meninas.

 
A ONU lembra este 11 de outubro, Dia Internacional das Meninas, com um apelo por mais direitos e serviços para as jovens vivendo em situações de conflito e desastres naturais. De acordo com as Nações Unidas, das 128,6 milhões de pessoas que deverão precisar de assistência humanitária até o final de 2017, mais de 75% são mulheres e meninas.

Em pronunciamento para a data, a diretora-executiva do Fundo de População da ONU (UNFPA), Natalia Kanem, explicou que, em crises, “as meninas e suas famílias, lutando para sobreviver, ficam com poucas escolhas, o que deixa as jovens ainda mais vulneráveis ​​ao casamento infantil e a violências sexuais e de gênero, incluindo tráfico, estupro e escravidão sexual”.

Cenários de instabilidade podem agravar desigualdades de gênero já arraigadas, segundo a especialista. “Uma em cada quatro garotas estará casada antes de completar 18 anos, e uma em cada cinco adolescentes de 15 a 19 anos já terá dado à luz”, afirmou a dirigente.

Em 2017, a ONU observa a data com o tema “Empoderar meninas: antes, durante e após as crises”.

Natalia lembrou que, mesmo em contextos de emergência humanitária, “muitas meninas conseguem desempenhar um papel importante em suas casas e comunidades”.

“Elas são muitas vezes as primeiras interventoras que cuidam de suas famílias e estabelecem redes que produzem a resiliência e o capital social necessários de que as comunidades precisam para sobreviver. Proteger e promover os direitos, saúde e bem-estar delas é, portanto, um elemento essencial para uma efetiva resposta e recuperação de situações de crise”, acrescentou a chefe do UNFPA.

Epidemia de HIV

Também por ocasião do dia mundial, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) ressaltou que a epidemia afeta desproporcionalmente as mulheres e meninas. No mundo, todas as semanas, 6,9 mil adolescentes e mulheres jovens, entre 15 a 24 anos, são infectadas com o HIV, mas apenas uma em cada três possui as informações corretas sobre prevenção.

Na África Subsaariana, meninas representam 75% dos casos de novas infecções por HIV entre jovens de 15 a 19 anos. As adolescentes são também mais vulneráveis à violência por parte de um parceiro íntimo — em 22 dos 32 países com dados disponíveis, as mulheres jovens passaram por essas situações de abuso mais recentemente do que as mulheres mais velhas. Em média, as vítimas desse tipo de agressão podem estar 50% mais propensas à infecção por HIV dos que as não sofrem nas mãos de seus companheiros.

“A violência contra mulheres e meninas é uma mancha em nossa sociedade. No Dia Internacional da Menina, peço aos países que honrem seu compromisso de eliminar toda a violência contra mulheres e meninas”, afirmou o diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé.

Meninas pela paz

Em mensagem para a data, a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, enfatizou que nenhuma sociedade ou acordo de paz será duradouro sem a participação empoderada das meninas na construção da paz e nos processos de reconstrução.

“É hora de colocarmos esse imperativo no âmago de todos os nossos esforços para combater a fragilidade, os conflitos e a violência”, disse a dirigente. Bokova lembrou a iniciativa Parceria Global para a Educação das Meninas e Mulheres — Uma vida melhor, um futuro melhor. Lançado em 2011, projeto leva aprendizado e capacitações a populações vulneráveis. Objetivo é romper ciclos de pobreza e promover mais justiça social.


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