Em Dia Mundial de combate ao fumo, OPAS premia ONG brasileira por defender controle do tabaco

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Aliança de Controle do Tabagismo vai receber premiação anual da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) por promover a adoção da embalagem padronizada de maços de cigarro no Brasil. Pesquisadores do Canadá e Estados Unidos também serão premiados.

Tabaco é único produto de consumo legal que mata até metade de seus usuários habituais. Quase 6 milhões de vidas são perdidas por ano devido a doenças relacionadas à substância.

Além da brasileira Aliança de Controle do Tabagismo, pesquisadores do Canadá e dos Estados Unidos também receberão premiação regional da OPAS. Foto: PEXELS

Além da brasileira Aliança de Controle do Tabagismo, pesquisadores do Canadá e dos Estados Unidos também receberão premiação regional da OPAS. Foto: PEXELS

Na próxima terça-feira (31) – Dia Mundial de Combate ao Fumo –, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) vai premiar o organismo não governamental brasileiro Aliança de Controle do Tabagismo por seus esforços para promover a adoção da embalagem padronizada de maços de cigarro no Brasil.

A iniciativa está prevista pela Convenção Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (OMS) e busca restringir ou proibir o uso de logos, cores, imagens da marca ou informações nas embalagens de cigarros. Apenas os nomes da empresa e do produto em cor e fonte padronizadas seriam permitidos.

O tabaco é o único produto de consumo legal que mata até metade de seus usuários habituais. A nível mundial, uma pessoa morre com doenças relacionadas ao tabaco a cada seis segundos aproximadamente – o equivalente a quase 6 milhões de vidas perdidas a cada ano.

A estimativa é de que, para 2030, este número deva subir para 8 milhões de pessoas e mais de 80% das mortes evitáveis acontecerão entre indivíduos que vivem em países de baixa e média renda.

No Brasil, a Aliança de Controle do Tabagismo promove campanhas nas redes sociais e na mídia em defesa desta medida da Convenção, além de fazer pressão junto ao Congresso Nacional. A ONG também luta para rebater e invalidar argumentos da International Tobacco Growers Association, considerados “falaciosos”.

A Aliança conseguiu o apoio da sociedade civil às embalagens padronizadas e o suporte a outras medidas de controle do tabaco entre membros de associações médicas, grupos de defesa de pacientes com câncer, grupos de saúde da mulher e outros que defendem meios de vida sustentáveis.

Além da ONG brasileira, dois acadêmicos – um do Canadá e outro dos Estados Unidos – vão receber a premiação regional anual da OPAS, World No Tobacco Day 2016.

O professor da Escola de Saúde Pública e Sistemas de Saúde da Universidade de Waterloo, do Canadá, David Hammond, será reconhecido por sua experiência na promoção da regulação das embalagens de tabaco. O especialista já atuou junto ao governo da Austrália e à Comissão Europeia, além de defender governos em litígios envolvendo a indústria do tabaco.

Já o norte-americano James F. Thrasher, docente associado da Universidade da Carolina do Sul, será premiado por suas pesquisas sobre embalagens e rotulagens nos produtos derivados do tabaco e os efeitos da comunicação e de políticas de massa na percepção e no comportamento relacionados ao tabagismo.

“Os ganhadores deste ano ajudaram a construir a base de evidências referentes ao impacto dos maços de cigarros e às advertências sanitárias sobre o consumo do tabaco e como a sociedade civil pode ajudar no controle total do tabaco, como aconteceu no Brasil”, explicou a assessora da OPAS, Adriana Blanco.


Mais notícias de:

Comente

comentários