Em dia mundial, chefe da UNESCO lembra importância do acesso universal à ciência

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A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, afirmou que o Dia Mundial da Ciência para a Paz e o Desenvolvimento, lembrado em 10 de novembro, é o momento ideal para reafirmar o direito essencial do acesso universal à ciência, e de avaliar o quanto resta a ser feito para realizar esse objetivo.

A “Recomendação sobre Ciência e Pesquisas Científicas”, publicada em 2017 pela UNESCO, lembra os Estados e todos os atores envolvidos as condições que devem ser alcançadas para que a ciência possa ser um fator de paz e de desenvolvimento sustentável, o que inclui garantir uma formação de excelência aos pesquisadores, permitir a livre circulação do conhecimento e encorajar a cooperação internacional.

Empoderamento das mulheres na ciência e tecnologia está na pauta das Nações Unidas. Foto: EBC

Empoderamento das mulheres na ciência e tecnologia está na pauta das Nações Unidas. Foto: EBC

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, afirmou que o Dia Mundial da Ciência para a Paz e o Desenvolvimento, lembrado em 10 de novembro, é o momento ideal para reafirmar o direito essencial do acesso universal à ciência, e de avaliar o quanto resta a ser feito para realizar esse objetivo.

A data deste ano tem como tema “Ciência: um direito humano”, e ocorre em meio às celebrações dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

“Os surpreendentes avanços alcançados pela ciência nessas últimas décadas têm mudado nossas condições de vida. As ciências e suas inúmeras aplicações determinam agora todos os aspectos da vida humana. As inovações produzidas são uma oportunidade para o desenvolvimento de nossas sociedades”, disse Azoulay em comunicado.

“Elas melhoram nosso bem-estar, facilitam a vida cotidiana e derrubam as fronteiras que pareciam imutáveis nas áreas de medicina, transporte, comunicação e compartilhamento de conhecimentos. Elas são um motor de crescimento e riqueza.”

Segundo Azoulay, devido à ciência atualmente ser o legado de uma inteligência humana que tem pesquisado, explorado e inventado por séculos e milênios, ela pertence à humanidade inteira, o que a torna um bem comum cujo fruto deve beneficiar a todas e todos.

A “Recomendação sobre Ciência e Pesquisas Científicas”, publicada em 2017 pela UNESCO, lembra os Estados e todos os atores envolvidos as condições que devem ser alcançadas para que a ciência possa ser um fator de paz e de desenvolvimento sustentável, o que inclui garantir uma formação de excelência aos pesquisadores, permitir a livre circulação do conhecimento e encorajar a cooperação internacional.

As questões de inclusão e ética também estão igualmente no cerne da recomendação. As políticas públicas devem encorajar maior inclusão de grupos de pessoas que são atualmente minorias na comunidade científica. As mulheres, em particular, são sub-representadas nas ditas áreas de STEM – ciências, tecnologias, engenharia e matemática –, e representam apenas 30% dos pesquisadores no mundo de hoje.

“Quanto às considerações éticas, elas são primordiais para tentar administrar os avanços frenéticos da ciência. Atualmente, a revolução tecnológica esta redesenhando as fronteiras do que significa ser humano. O homo sapiens, caracterizado pelas faculdades de inteligência, está no limiar de uma nova era, onde suas faculdades, agora em parte demonstradas, vão atingir capacidades até agora inimagináveis.”

“É nossa responsabilidade assegurar que as promessas vislumbradas por meio dessa nova ordem tecnológica estejam em harmonia com os direitos universais que foram dados a nós”, declarou a diretora-geral da UNESCO.


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