Em dia internacional, UNFPA reforça importância de lutar contra machismo e racismo

Na quinta-feira, 25 de julho, é comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana, Caribenha e da Diáspora, e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) esteve presente no evento de celebração, promovido pelo Governo do Distrito Federal, na terça-feira (23). O representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, reforçou a importância de lutar contra o racismo e o machismo, que também são obstáculos para o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos.

A data marca a luta pelo fim da violência doméstica e do feminicídio, pela garantia de acesso à saúde pelas mulheres negras, inclusive saúde sexual e reprodutiva, pelo direito de exercer práticas religiosas e culturais, entre outras.

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, em 2015, em Brasília. Foto: PNUD/Tiago Zenero

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, em 2015, em Brasília. Foto: PNUD/Tiago Zenero

Na quinta-feira, 25 de julho, é comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana, Caribenha e da Diáspora, e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) esteve presente no evento de celebração, promovido pelo Governo do Distrito Federal, na terça-feira (23). O representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, reforçou a importância de lutar contra o racismo e o machismo, que também são obstáculos para o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos.

Promovido pela Subsecretaria de Direitos Humanos e de Igualdade Racial (SUBDHIR) e pela Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUS) do DF, o evento “Homenagem às filhas de Tereza de Benguela” ofereceu um dia de programação que incluiu uma oficina de turbantes, um cine-debate e a disponibilização de uma cabine fotográfica para as participantes. O UNFPA também mediou a mesa que debateu a situação das “amefricanas” no Brasil e na Diáspora.

Além de fazer uma referência à vida da Tereza de Benguela, líder do Quilombo de Quariterê no século 18, a celebração teve o objetivo de refletir sobre o protagonismo das mulheres negras na formação social, cultural e política do Brasil e dos países da diáspora negra nas Américas, reconhecendo a desigualdade ainda existente. A data marca a luta pelo fim da violência doméstica e do feminicídio, pela garantia de acesso à saúde pelas mulheres negras, inclusive saúde sexual e reprodutiva, pelo direito de exercer práticas religiosas e culturais, entre outras.

O subsecretário de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial do DF, Juvenal Araújo, agradeceu a presença do UNFPA no apoio ao evento. “É importante discutir e aproveitar esse dia para que possamos debater os passos e as políticas públicas para a inclusão da mulher negra nos serviços como educação e saúde, mostrando a realidade da discriminação”, afirmou.

Nadal, por sua vez, enfatizou a necessidade de celebrar figuras históricas como Tereza de Benguela, conhecida como Rainha Tereza, que foi esquecida pelos livros de história, apesar de ter sido líder de um quilombo durante duas décadas. “Sua trajetória inspiradora deve ser conhecida e honrada, assim como a de tantas outras mulheres negras latino-americanas”.

“Do ponto de vista do Fundo de População, ouso trazer um exemplo doméstico e faço referência a Natalia Kanem, atual subsecretária geral da ONU e diretora-executiva do UNFPA, uma das posições mais altas das Nações Unidas. Ela foi a primeira latino-americana a liderar o Fundo de População. Natalia é um exemplo de sucesso de um dos elementos que o UNFPA preconiza: garantir a igualdade de oportunidades e o direito às escolhas, para que cada jovem possa atingir seu potencial”, destacou.

Em seu discurso, o representante do UNFPA reforçou ainda a meta do Fundo de População de, até 2030, alcançar os três zeros: zero necessidades insatisfeitas de contracepção, zero violências ou práticas nocivas contra mulheres e meninas e zero mortes maternas evitáveis.

“Lamentavelmente, o desafio é muito pertinente porque os três zeros almejados não estão garantidos, ainda é preciso trabalhar muito para chegar a eles. E é preciso trabalhar contra práticas e fenômenos enraizados socialmente como o são o machismo e racismo. Cada um dos três desafios elencados, cada um dos zeros pretendidos, traz as marcas do racismo e do machismo”, lembrou.

Jaime Nadal falou sobre a importância de lutar contra o racismo e o machismo. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães

Jaime Nadal falou sobre a importância de lutar contra o racismo e o machismo. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães