Em Dia Internacional, UNESCO lembra que a ‘alfabetização não só muda, mas salva vidas’

Mais de 781 milhões de adultos no mundo não conseguem ler, escrever ou contar. Dois terços são mulheres em países em desenvolvimento.

O Dia Internacional da Alfabetização está sendo observado em todo o mundo com o tema

O Dia Internacional da Alfabetização está sendo observado em todo o mundo com o tema “Alfabetização e Desenvolvimento Sustentável”. Fotos: UNAMA/Fardin Waezi

Um em cada quatro jovens, o equivalente a 175 milhões de adolescentes, não consegue ler uma frase completa. Com esses dados em mente, o Dia Internacional da Alfabetização representa uma oportunidade para lembrar uma verdade nua e crua: a alfabetização não só muda, mas também salva vidas,  disse a chefe da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Comunicação (UNESCO).

“A alfabetização facilita o acesso ao conhecimento e impulsa o processo de empoderamento e a autoestima que beneficia a todos”, disse a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. “A alfabetização reduz a pobreza e permite que as pessoas encontrem trabalho e obtenham salários mais altos. É uma das maneiras mais eficazes de melhorar a saúde materna e infantil, ao permitir que entendam as receitas médicas e ganhem acesso aos cuidados médicos.”

Entre 1990 e 2009, a vida de mais de 2 milhões de crianças com menos de cinco anos foram salvas graças às melhorias na educação de mulheres em idade reprodutiva. No entanto hoje mais de 781 milhões de adultos no mundo não conseguem ler, escrever ou contar. Dois terços são mulheres em países em desenvolvimento.

Comemorado anualmente em 08 de setembro, o Dia Internacional da Alfabetização será marcado com uma série de atividades que ressaltarão como a alfabetização permite que as pessoas façam escolhas que promovem o crescimento econômico, o desenvolvimento social e a integração do meio ambiente.

“Que tipo de sociedades estamos esperando construir com jovens analfabetos?” perguntou Bokova, pedindo aos estados-membros e parceiros “que redobrem os esforços – políticos e financeiros – para garantir que a alfabetização seja plenamente reconhecida como um dos mais poderosos aceleradores do desenvolvimento sustentável”.