Em dia internacional, ONU celebra coragem de mulheres que se manifestam contra desigualdades

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Em mensagem para o Dia Internacional das Mulheres, observado neste 8 de março, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, homenageia ativistas que militam pelo fim das desigualdades e da violência de gênero.

Dirigente defendeu que homens e meninos também devem apoiar a luta por direitos iguais. “O ativismo de hoje precisa transformar o modo como ouvimos e olhamos as mulheres, a fim de reconhecer o poder dos estereótipos em influenciar como valorizamos as pessoas”, afirmou.

Em mensagem para o Dia Internacional das Mulheres, observado neste 8 de março, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, celebrou a coragem de mulheres que ousaram se manifestar contra as desigualdades e a violência de gênero. Para a dirigente, “o ativismo de hoje precisa transformar o modo como ouvimos e olhamos as mulheres, a fim de reconhecer o poder dos estereótipos em influenciar como valorizamos as pessoas”.

“Homenageamos as (mulheres) que falaram abertamente e com bravura para ganhar acesso à justiça, como as (participantes) do movimento #MeToo, que nos últimos meses encontraram suas vozes nas redes sociais, em mais de 85 países, para expor os que se aproveitaram das que estão em menor posição de poder”, lembrou a chefe da agência das Nações Unidas.

Segundo Phumzile, o #MeToo — #EuTambém, na tradução adaptada para o português — mostrou ainda como, quando as mulheres dão apoio umas às outras, é possível superar o estigma e garantir que suas histórias sejam levadas a sério.

Defendendo que comunidades saudáveis têm espaço para uma diversidade de opiniões e posicionamentos, a dirigente alertou que “onde faltam vozes, há uma lacuna importante no tecido da sociedade”. “Quando essas vozes silenciadas somam milhões, sabemos que há algo errado com nosso mundo”, afirmou.

Em 2018, o dia internacional é comemorado pelas Nações Unidas com o tema “O Tempo é Agora: ativistas rurais e urbanas transformam as vidas das mulheres”.

“Homenageamos as mulheres que se pronunciaram no Tribunal Penal Internacional, onde seus testemunhos levaram à responsabilização dos que usaram o estupro como arma de guerra. Celebramos as ativistas que militaram por direitos iguais para lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e intersexo e reconhecemos as que defenderam reformas legislativas em países como a Tunísia, a fim de acabar com provisões (legais) que permitiam a estupradores escapar da punição caso casassem com suas vítimas”, acrescentou Phumzile.

“Reconhecemos as (mulheres) que foram às ruas na Índia denunciar o assassinato e o estupro de jovens crianças, transformando protestos em movimentos de base mais ampla que mobilizaram comunidades inteiras. Honramos as líderes indígenas que defenderam seus direitos de custódia da terra e suas práticas tradicionais e (honramos) ativistas de direitos humanos que chegaram a morrer pela causa (que defendiam).”

Participação dos homens

A chefe da ONU Mulheres disse ainda que o movimento feminista tem de continuar ampliando sua diversidade, bem como o número de pessoas trabalhando pela igualdade de gênero. Isso inclui homens e meninos, jovens e organizações confessionais.

Esses grupos, avaliou Phumzile, devem apoiar e construir a agenda, “de modo que os homens jovens e os meninos aprendam a valorizar e a respeitar as mulheres e meninas e que os homens possam mudar a forma como se comportam”.

Segundo a dirigente, a luta por direitos iguais também precisa de homens feministas. “Isso tem de ser um ponto de inflexão e (trazer) um fim para a impunidade e para o sofrimento silencioso das mulheres em áreas urbanas e rurais, incluindo as mulheres trabalhadoras domésticas”, completou Phumzile.

Gênero e pobreza

A dirigente ressaltou que, em todas as regiões, as mulheres têm mais chances do que os homens de viver na pobreza extrema. “Essa diferença de gênero chega a 22% para o grupo etário dos 25 aos 34 anos, para o qual mudanças e ações políticas são muito necessárias”, afirmou Phumzile.

“A cultura da pobreza baseada em gênero, do abuso e da exploração tem de acabar com uma nova geração de igualdade que perdure”, concluiu a dirigente.


Mais notícias de:

Comente

comentários