Em Dia Internacional, chefe da ONU pede compromisso renovado para o fim das armas nucleares

Na ocasião, o chefe da ONU pediu que China, Coreia do Sul, Egito, Índia, Irã, Israel, Paquistão e Estados Unidos ratifiquem o tratado que proibe testes nucleares para que ele possa entrar em vigor.

Teste nuclear realizado em Nevada, Estados Unidos em 18 de abril de 1953. Foto: Wikipedia (Creative Commons)

Teste nuclear realizado em Nevada, Estados Unidos em 18 de abril de 1953. Foto: Wikipedia (Creative Commons)

Para marcar o Dia Internacional contra Testes Nucleares, o secretário-geral das Nações Unidas pediu um compromisso mundial renovado para obter um mundo livre de armas e ensaios nucleares.

“Neste Dia Internacional contra Testes Nucleares, vamos fazer uma nova reflexão sobre as histórias dos sobreviventes. Ouvir as suas palavras e imaginar os efeitos dessas explosões como se elas fossem experimentadas por cada um de nós “, disse Ban.

Ele lembrou o encontro com os corajosos sobreviventes de armas e testes nucleares em Hiroshima e Nagasaki (Japão) e Semipalatinsk (Cazaquistão). “A sua determinação e dedicação devem continuar a orientar o nosso trabalho por um mundo sem armas nucleares”, disse Ban.

Em dezembro de 2009, a Assembleia Geral das Nações Unidas designou 29 de agosto como Dia Internacional contra Testes Nucleares, adotando por unanimidade a resolução 64/35. A determinação pede para aumentar a conscientização e educação “sobre os efeitos de explosões de testes de armas nucleares ou quaisquer outras explosões nucleares e a necessidade de sua cessação como um dos meios para alcançar a meta de um mundo livre de armas nucleares”.

A resolução foi iniciada pelo Cazaquistão, que fechou o local de teste nuclear perto de Semipalatinsk neste dia – 29 de agosto – em 2009. Além disso, na mesma data, em 1949, a União Soviética realizou seu primeiro teste nuclear, seguido por outros 455 durante as décadas seguintes que provocaram um efeito terrível sobre a população local e o meio ambiente. No mundo, desde o primeiro teste em 16 de julho de 1945, cerca de 2.000 foram realizadas.

“Esses testes e as centenas de outros que se seguiram em outros países tornaram-se características de uma corrida armamentista nuclear, em que a sobrevivência humana dependia da doutrina da destruição mútua assegurada, conhecida pela sigla MAD (louco, em inglês)”, disse o chefe da ONU.

O Secretário-Geral apelou aos cidadãos de todos os Estados que ainda não ratificaram o Tratado Abrangente de Proibição de Testes Nucleares, especialmente os oito membros restantes do Anexo 2 do Tratado, cuja ratificação é necessária para a entrada em vigor do Tratado: China, Coreia do Sul, Egito, Índia, Irã, Israel, Paquistão e Estados Unidos.