Em Dia Internacional, chefe da ONU cobra medidas para conter número alarmante de desaparecimentos

Parentes de crianças raptadas falam por desaparecidos no distrito de Lamwo, norte da Uganda. Foto: IRIN / Philippa Croome

Marcando o quarto Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados, o secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon denunciou neste domingo (30) o número alarmante de atos equivalentes a desaparecimentos forçados e apelou a todos os Estados-membros a ratificar ou a aderir ao instrumento legal que proíbe tais atos.

“A proibição do desaparecimento forçado é absoluta”, declarou Ban, referindo-se à Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra os Desaparecimentos Forçados, que afirma que o uso de desaparecimento forçado é ilegal sob qualquer circunstância, incluindo a guerra, instabilidade política interna ou qualquer outra emergência pública.

No ano passado, os dois mecanismos da ONU sobre desaparecimento forçado receberam 246 pedidos por membros da família em todo o mundo solicitando medidas urgentes. “Este número é apenas uma fração dos milhares de casos que não são relatados ou pelas condições de segurança ou pela falta de conhecimento da existência de mecanismos internacionais que podem ajudar”, disse o chefe da ONU.

Os especialistas cobraram que os governos tomem medidas logo que um caso de desaparecimento é relatado às autoridades para buscar e encontrar a pessoa desaparecida e para evitar danos irreparáveis.