Em dia intenso, países debatem reforma da ONU, combate à exploração sexual e clima

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A 72ª Assembleia Geral da ONU já começou, e os principais temas discutidos nesta segunda-feira (18) foram a reforma da Organização, o combate à exploração e abusos sexuais e os perigos da mudança climática – este último tema debatido em meio à recente passagem do furacão Irma, que devastou diversas ilhas do Caribe e causou estragos também no estado da Flórida, Estados Unidos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres (segundo da direita para a esquerda) durante reunião de alto nível sobre a Prevenção da Exploração e Abuso Sexuais. Foto: ONU/Evan Schneider

O secretário-geral da ONU, António Guterres (segundo da direita para a esquerda) durante reunião de alto nível sobre a Prevenção da Exploração e Abuso Sexuais. Foto: ONU/Evan Schneider

A 72ª Assembleia Geral da ONU já começou, e os principais temas discutidos nesta segunda-feira (18) foram a reforma da Organização, o combate à exploração e abusos sexuais e os perigos da mudança climática – este último tema debatido em meio à recente passagem do furacão Irma, que devastou diversas ilhas do Caribe e causou estragos também no estado da Flórida, Estados Unidos.

A reunião de alto nível sobre a reforma das Nações Unidas contou com uma declaração de apoio que já foi endossada por 128 países. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que as mudanças propostas têm como foco simplificar procedimentos e decentralizar decisões com mais transparência, eficiência e responsabilidade.

O encontro sobre exploração e abusos sexuais abordou o que o secretário-geral da ONU chamou de “ameaça global que deve acabar”. Ele afirmou que, na ONU, esse não é um problema apenas nas operações de paz, e lembrou que nenhum país, nenhuma instituição e nenhuma família são imunes a esses crimes.

“A exploração e o abuso sexuais não têm lugar em nosso mundo”, disse Guterres no encontro.

Observando que nenhum país ou família está imune a esse problema, o secretário-geral afirmou que a Organização tem a responsabilidade de estabelecer um padrão global para prevenir, responder e erradicar o problema.

Ele anunciou a nomeação da primeira defensora da ONU para a defesa das vítimas, Jane Connors, explicando que ela desenvolverá medidas e políticas dentro do sistema das Nações Unidas, promovendo processos confiáveis para que vítimas e testemunhas possam prestar queixas.

“Não vamos tolerar que ninguém cometa ou compactue com a exploração e o abuso sexuais. Não permitiremos que ninguém acoberte esses sob a bandeira da ONU”, ressaltou Guterres.

O presidente da Assembleia Geral, Miroslav Lajčák, lembrou que esse crime afeta as mulheres de maneira desproporcional, afirmando que elas “devem estar no centro dos esforços para encontrar soluções”. Ele pediu ainda uma melhor implementação da Agenda de Paz e Segurança das Mulheres, a plena participação delas na mediação e construção da paz, bem como a garantia da melhor integração da perspectiva de gênero.

Guterres disse que vai criar um Conselho Consultivo de especialistas internacionais e representantes da sociedade civil para lidar com o assunto.

Clima

No evento sobre o furacão Irma, o chefe da ONU disse que as mudanças no clima estão tornando eventos climáticos extremos graves e frequentes, causando um impacto no mundo todo. Ele defendeu que a redução das emissões de carbono seja parte da resposta global à questão, juntamente com as medidas de adaptação ao clima.

O debate geral começa nesta terça-feira (19), às 10h, e vai até segunda-feira, 25 de setembro. Acompanhe ao vivo em http://webtv.un.org; cobertura completa em https://nacoesunidas.org/tema/unga ou pela hashtag #UNGA.

(Com informações da ONU em Nova Iorque)


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