Em décimo mês, surto de ebola na República Democrática do Congo deixa 1 mil mortos

Em seu décimo mês, a epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC) deixou mais de 1 mil mortos, levando o secretário-geral da ONU, António Guterres, a disponibilizar apoio de todo o Sistema das Nações Unidas para impedir a propagação do vírus mortal.

Guterres expressou na quarta-feira (8) preocupação com o número de novos casos de ebola no leste da RDC, reiterando o apoio da ONU “aos esforços para acabar com o surto”.

Clínica em Mbandaka, na República Democrática do Congo, onde pacientes com ebola são tratados. Foto: Federação Internacional da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho

Clínica em Mbandaka, na República Democrática do Congo, onde pacientes com ebola são tratados. Foto: Federação Internacional da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho

Em seu décimo mês, a epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC) deixou mais de 1 mil mortos, levando o secretário-geral da ONU, António Guterres, a disponibilizar apoio de todo o Sistema das Nações Unidas para impedir a propagação do vírus mortal.

Guterres expressou na quarta-feira (8) preocupação com o número de novos casos de ebola no leste da RDC, reiterando o apoio da ONU “aos esforços para acabar com o surto”.

“Com importantes mudanças na resposta sendo implementadas, o secretário-geral enfatizou seu compromisso com uma abordagem coletiva de toda a ONU, tanto em Kinshasa, onde a ONU é liderada por seu representante especial, quanto em áreas afetadas pelo vírus, onde a resposta é liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”, disse seu vice-porta-voz, Farhan Haq, em comunicado em nome do chefe da ONU.

Guterres expressou suas condolências às famílias das vítimas e reiterou que envolvimento e engajamento total das populações locais “continuam sendo essenciais para sucesso no controle do surto”.

Ele também pediu para “todos os líderes congoleses trabalharem juntos em todos os partidos e em todas as comunidades para atacar o surto”.

“Em meio a esta conjuntura crítica”, Guterres destacou a necessidade de “recursos adicionais” e pediu para Estados-membros e organizações parceiras “garantirem que as agências de resposta tenham os recursos necessários para ter sucesso”.

Ele também elogiou “a bravura de funcionários humanitários, da segurança e da saúde, que colocaram suas vidas em risco em um ambiente desafiador, marcado por conflito e insegurança”, incluindo ataques contra centros de tratamento e instalações de saúde. No total, mais de 100 mil pessoas foram vacinadas.

Vacinações

Enquanto isso, em meio à violência, especialistas da OMS recomendaram novas Diretrizes de Vacinação contra o Ebola para responder aos desafios na contenção do vírus.

Desde que o surto foi declarado, em agosto de 2018, a OMS afirmou que, apesar do uso de uma vacina altamente eficaz, o número de novos casos continua crescendo. Isto ocorre parcialmente por conta da violência, que impediu que equipes de resposta criassem áreas de vacinação próximas a pessoas em risco de contrair a doença.

“Sabemos que a vacinação está salvando vidas neste surto”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Mas ainda enfrentamos desafios para garantir que os contatos de cada caso recebam as vacinas o mais rápido possível”.

“Estas recomendações levam em conta a insegurança atual e incorporam comentários de especialistas e de comunidades afetadas, o que irá nos ajudar a adaptar a resposta”, afirmou sobre as novas diretrizes.

Entre outras coisas, as novas recomendações endossam abordagens de vacinação por áreas geográficas, quando apropriado; aconselham vacinação de pessoas que podem ter sido expostas, como em bairros onde casos foram relatados dentro dos últimos 21 dias; e ajustam a dose atual para garantir que a vacina continue disponível para pessoas que estão em maior risco de contrair a doença.


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