Em conferência internacional, chefe do UNAIDS pede fim da ‘hipocrisia’ na luta contra o HIV/AIDS

“Acabar com a aids é uma oportunidade para esta geração e não devemos perdê-la. Esta pode ser a maior vitória deste século”, disse o diretor executivo do UNAIDS, Michel Sidibé.

Diretor executivo do UNAIDS, Michel Sidibé. Foto: UNAIDS

Diretor executivo do UNAIDS, Michel Sidibé. Foto: UNAIDS

“Parem com a hipocrisia e promovam a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos”, pediu o diretor executivo do Programa Conjunto das ONU sobre HIV/Aids (UNAIDS), Michel Sidibé, que também solicitou aos líderes mundiais presentes na  20ª Conferência Internacional de Aids (AIDS 2014) que atuem para oferecer tratamento e educação sobre saúde reprodutiva universal.

“Eu estou pedindo a todos para acabar com a aids até 2030”, disse Sidibé. “Acabar com a AIDS é uma oportunidade para esta geração e não devemos perdê-la. Esta pode ser a maior vitória deste século”, acrescentou. Ele destacou também o posicionamento contra o vírus HIV na agenda de desenvolvimento pós-2015, em que a ênfase está na liderança política renovada junto com uma sociedade civil mobilizada trabalhando para garantir que, dentro de uma geração, a Aids já não represente um risco significativo para uma população ou país.

A reunião inaugural do UNAIDS “Cidades para a Transformação Social”, que aconteceu num evento paralelo à Conferência, os representantes de cidades e lideranças locais concordaram em trabalhar para cumprir a meta de acabar com a epidemia em 2030. “Eles têm os recursos e a arquitetura para oferecer serviços sociais e de saúde essenciais”, disse Sidibé.”Nós não poderemos acabar com a epidemia de aids, sem aproveitar o poder das cidades”, ressaltou.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, através de uma mensagem de vídeo, fez uma grande homenagem as pessoas que viajavam para a Conferência e foram mortas no acidente do vôo MH17 na Ucrânia. Entre as vítimas estava um membro da equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Glenn Thomas.

A conferência, que acontece em Melbourne, Austrália, deve reunir mais de 12 mil pessoas de quase 200 países, incluindo os melhores pesquisadores de aids do mundo, líderes comunitários, pessoas que vivem com HIV, desenvolvedores de políticas públicas e mais de 800 jornalistas. A programação vai até a próxima sexta-feira (25) e inclui também uma série de sessões organizada pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), que incluem palestras e oficinas sobre a transmissão do vírus com o uso de drogas injetáveis e suas prevenções.