Em busca de soluções contra o Aedes, PNUD se reúne com iniciativa privada e governo

Representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, do governo e do Comitê Brasileiro do Pacto Global se reuniram na Casa da ONU para discutir ações integradas de combate ao mosquito transmissor do vírus zika, da dengue e da chikungunya.

PNUD e Pacto Global apoiarão governo na conscientização da população para combater Aedes aegypti. Foto: Tainá Seixas/ PNUD Brasil.

PNUD e Pacto Global apoiarão governo na conscientização da população para combater Aedes aegypti. Foto: Tainá Seixas/ PNUD Brasil.

Representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), do governo e do Comitê Brasileiro do Pacto Global (CBPG) – coletivo de empresas e organizações que representa a Rede Brasileira do Pacto Global – se reuniram na tarde desta quinta-feira (18) na Casa da ONU, em Brasília, para discutir ações integradas de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor do vírus zika, da dengue e da chikungunya.

Na abertura da reunião, o coordenador-residente do Sistema Nações Unidas no Brasil e representante-residente do PNUD, Niky Fabiancic, lembrou que desde 2009 o PNUD apoia o Pacto Global e a importância da participação da iniciativa privada no alcance dos objetivos globais.

“Empresas e desenvolvimento sustentável estão convergindo de forma nova e instigante”, disse Fabiancic, que convidou o CBPG e a Rede Brasileira do Pacto Global a formar uma grande parceira a favor dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O secretário executivo do Ministério do Planejamento e Gestão, Francisco Gaetani, lembrou que num prazo de 45 dias o governo conseguiu estruturar uma resposta à crise de saúde gerada pelo Aedes aegypti. De acordo com Gaetani, existem três dimensões abordadas atualmente: o combate ao mosquito, o tratamento de infectados – em especial o de mulheres grávidas – e o mutirão de pesquisa e desenvolvimento de soluções. “O assunto está no centro da agenda dos órgãos públicos”, afirmou.

Apesar dos esforços, o secretário executivo do Ministério da Saúde, José Agenor Álvares, ressaltou que, para atingir um resultado rápido, é preciso que a sociedade trabalhe em conjunto. “É indispensável ter o apoio de todos, principalmente da iniciativa privada.”

Agenor afirmou que o Pacto Global tem potencial para engajar fornecedores e consumidores contra o Aedes. “É uma responsabilidade conjunta. Tenho certeza de que, se segmentos da sociedade e do governo trabalharem juntos, atingiremos resultados num curto espaço de tempo”, disse.

Presidente da Rede Brasileira do Pacto Global, André Oliveira afirmou que o setor privado está engajado no tema e que trabalhará ainda mais para que o apoio seja ampliado. “A iniciativa privada sabe da importância do seu papel para contribuir com a causa. O governo pode contar com nosso apoio. Juntos trabalharemos para que o problema que atinge a sociedade seja resolvido o mais breve possível.”


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