Em Boa Vista, ONU debate homofobia em abrigo para homens venezuelanos

Em Boa Vista (RR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reuniram 74 homens venezuelanos na semana passada para uma roda de conversa sobre saúde sexual e combate à homofobia. Os refugiados e migrantes moram no abrigo Santa Tereza, do governo federal. Os organismos internacionais decidiram ir ao local após relatos de discriminação homofóbica entre os moradores.

Em Boa Vista (RR), o público do abrigo Santa Tereza participou de ação do UNFPA e ACNUR sobre homofobia. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães

Em Boa Vista (RR), o público do abrigo Santa Tereza participou de ação do UNFPA e ACNUR sobre homofobia. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães

Em Boa Vista (RR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reuniram 74 homens venezuelanos na semana passada para uma roda de conversa sobre saúde sexual e combate à homofobia. Os refugiados e migrantes moram no abrigo Santa Tereza, do governo federal. Os organismos internacionais decidiram ir ao local após relatos de discriminação homofóbica entre os moradores.

Durante o encontro, equipes das duas instituições conversaram também sobre alcoolismo e meios de evitar o uso abusivo de drogas. A discussão levou ainda orientações sobre a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis.

A especialista em Saúde Sexual e Reprodutiva do UNFPA em Roraima, Leila Rocha, ressalta a importância de desenvolver ações para os homens venezuelanos que chegam ao estado do Norte do Brasil.

“É importante lidar com esse público, para diminuir, por meio de ações educativas, as contaminações por infecções sexualmente transmissíveis e também mostrar a eles os insumos, camisinhas masculinas e femininas, falar sobre os benefícios da prevenção combinada e a importância de respeitar a comunidade LGBT”, explica a profissional da agência da ONU.

Em contextos de assistência humanitária, o UNFPA lidera as ações de prevenção à violência de gênero e de promoção da saúde sexual e reprodutiva. O público prioritário do organismo são as populações mais vulneráveis em situações de deslocamento forçado, como mulheres, gestantes, pessoas com deficiência, indivíduos LGBT, idosos, indígenas, entre outros que apresentem necessidades específicas de proteção.