Em Boa Vista, oficina explica para venezuelanas como denunciar violência de gênero

Em Boa Vista (RR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) reuniu cerca de 40 venezuelanas para uma oficina sobre violência de gênero em contextos de migração. As participantes eram mulheres responsáveis pela proteção e mobilização comunitária do Abrigo Jardim Floresta, mantido pela Operação Acolhida do governo federal brasileiro. Também estiveram presentes moradores que atuam na gestão do alojamento.

Oficina reuniu mulheres venezuelanas que trabalham com liderança comunitária em abrigo da Operação Acolhida. Foto: UNFPA Brasil

Oficina reuniu mulheres venezuelanas que trabalham com liderança comunitária em abrigo da Operação Acolhida. Foto: UNFPA Brasil

Em Boa Vista (RR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) reuniu cerca de 40 venezuelanas para uma oficina sobre violência de gênero em contextos de migração. As participantes eram mulheres responsáveis pela proteção e mobilização comunitária do Abrigo Jardim Floresta, mantido pela Operação Acolhida do governo federal brasileiro. Também estiveram presentes moradores que atuam na gestão do alojamento.

As venezuelanas aprenderam como identificar formas de violência e quais são os mecanismos legais para combater e responder a essas violações.

Segundo a especialista em Violência de Gênero do UNFPA em Roraima, Patrícia Melo, o encontro buscou esclarecer as medidas que devem ser seguidas após a identificação de um caso de violência.

“O objetivo foi promover conhecimento mais aprofundado sobre formas de violência baseada em gênero no contexto de migração, com ênfase no que pode ser feito para acolher, ajudar, proteger as vítimas e assim, principalmente, fortalecer a rede de enfrentamento à violência contra a mulher em Roraima”, explica a profissional da agência da ONU.

Combater a violência de gênero é um dos eixos do trabalho do UNFPA em crises humanitárias. Durante situações de emergência e em fluxos de migração forçada, como o observado em Roraima, o organismo dá apoio às pessoas mais vulneráveis: mulheres, gestantes e lactantes, pessoas LGBTI, idosas, indígenas, entre outras com necessidades específicas de proteção.

“A capacitação foi muito importante porque realmente nos importamos com a autonomia da comunidade e a responsabilização. Nossos comitês que participaram se tornam multiplicadores da mensagem. O sistema social do Brasil pode parecer complexo para quem está chegando, então o manejo correto da informação é muito importante. Esse tipo de formação ajuda a fazer um trabalho muito melhor e mais próximo da comunidade”, avalia Mayara Bello, oficial de Participação Comunitária do Conselho Norueguês para Refugiados, que atua dentro do abrigo.