Em Boa Vista, brasileiras e venezuelanas participam de curso sobre liderança comunitária e defesa dos direitos

Teve início em Boa Vista (RR) a iniciativa Promotoras Legais Populares, um projeto de formação para brasileiras e venezuelanas que querem atuar como líderes comunitárias e defensoras de direitos. O curso é realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com o Instituto de Estudos Socioeconômicos e o Núcleo de Mulheres de Roraima.

Família percorreu mais de 1,8 mil km até chegar ao Brasil. Foto: ACNUR/Victor Moriyama

Família venezuelana percorreu mais de 1,8 mil km até chegar ao Brasil. Foto: ACNUR/Victor Moriyama

Teve início neste mês (8), em Boa Vista (RR), a iniciativa Promotoras Legais Populares, um projeto de formação para brasileiras e venezuelanas que querem atuar como líderes comunitárias e defensoras de direitos. O curso é realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com o Instituto de Estudos Socioeconômicos e o Núcleo de Mulheres de Roraima.

A especialista em Mobilização de Campo da agência da ONU, Débora Rodrigues, explica que a ideia é capacitar as mulheres em questões legais sobre os seus direitos. Com isso, a expectativa é promover o empoderamento e a resiliência comunitária, além de facilitar a interação e o surgimento de laços de solidariedade e sororidade entre as participantes, sejam elas migrantes ou não.

“Por meio das oficinas, que são multidisciplinares, o curso permite o diálogo e a construção de um pensamento crítico em relação aos direitos e políticas públicas vigentes, além de reflexões quanto às desigualdades, discriminações e injustiças sociais”, explica Débora.

“Espera-se que as promotoras legais populares formadas pelo projeto atuem como multiplicadoras, prestando orientação, aconselhamento e alertando sobre os direitos das mulheres no dia a dia.”

A formação será dividida em três módulos — previstos para junho, agosto e setembro. A turma conta com 30 alunas, entre brasileiras e venezuelanas.

O UNFPA, por meio de seu programa de assistência humanitária, está presente em Roraima desde agosto de 2017. A agência tem, como um dos principais eixos de trabalho, a prevenção e a resposta à violência baseada em gênero.

O curso Promotoras Legais Populares vai dar às participantes um conhecimento aprofundado sobre as leis e políticas públicas voltadas para o combate desse problema. Com isso, as alunas estarão aptas a encaminhar mulheres e outras pessoas que passarem por uma situação de violência para a rede local de saúde, proteção, justiça e atendimento psicossocial.

A capacitação também vai abordar tópicos ligados à saúde sexual e reprodutiva da mulher, bem como desafios associados à desigualdade e à precarização do trabalho feminino.

Com apoio da Universidade Federal de Roraima (UFRR), as oficinas do primeiro módulo ocorrerão nos dias 15, 22 e 29 de junho, no Espaço Sinkiran.


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