Egito deve impedir violência contra mulheres durante manifestações, afirma ONU

De acordo com a imprensa, mais de 90 estupros foram cometidos durante protestos. Para Nações Unidas, inclusão de prioridades das mulheres em solução política é pré-requisito para democracia.

Vice-diretora da ONU Mulheres, Lakshmi Puri. Foto: ONU Mulheres/Fabricio Barreto

Vice-diretora da ONU Mulheres, Lakshmi Puri. Foto: ONU Mulheres/Fabricio Barreto

As Nações Unidas ressaltaram nesta quarta-feira (10) a necessidade de garantir que as mulheres possam participar das manifestações no Egito sem medo de violência. A Organização pediu tolerância zero com todas as formas de violência contra mulheres e meninas. Segundo a imprensa, mais de 90 estupros foram cometidos durante os protestos.

“As mulheres do Egito têm estado no centro do movimento de uma sociedade civil vibrante, que continua a pressionar pelos direitos de todos os egípcios”, disse a vice-diretora da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), Lakshmi Puri.

“Sua participação na vida pública e a inclusão de suas necessidades e prioridades em qualquer solução política é pré-requisito para a democracia inclusiva no Egito”, acrescentou.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, têm destacado a necessidade de todas as partes no Egito agirem com moderação e protegerem os direitos humanos, recorrendo ao diálogo para resolver as diferenças pacificamente.

O Exército egípcio depôs o presidente Mohamed Morsi no dia 3 de julho. A Constituição foi suspensa. Adversários e apoiadores de Morsi têm se enfrentado em grandes manifestações e as forças de segurança atuado de forma a aprofundar o caos.