Educação de refugiados: 5 dados que você precisa saber

Para a maioria de nós, educação é como alimentamos nossas mentes curiosas e descobrimos as paixões de nossas vidas. É também como aprendemos a nos cuidar, a adentrar no mundo do trabalho, a organizar nossos lares e a lidar com as tarefas e desafios diários. No entanto, milhões de refugiados ainda enfrentam barreiras que os impedem de ter acesso à educação. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Shehana estuda no Diamond Adolescent Club, criado por parceria de ACNUR com CODEC. Em uma sala de bambu no campo de Kutupalong, 30 meninas rohingya, de 14 anos ou mais, escrevem em seus livros de exercícios, enquanto uma fórmula matemática é colocada na lousa. Foto: ACNUR/Iffath Yeasmine

Shehana estuda no Diamond Adolescent Club, criado por parceria de ACNUR com CODEC. Em uma sala de bambu no campo de Kutupalong, 30 meninas rohingya, de 14 anos ou mais, escrevem em seus livros de exercícios, enquanto uma fórmula matemática é colocada na lousa. Foto: ACNUR/Iffath Yeasmine

Para a maioria de nós, educação é como alimentamos nossas mentes curiosas e descobrimos as paixões de nossas vidas. É também como aprendemos a nos cuidar, a adentrar no mundo do trabalho, a organizar nossos lares e a lidar com as tarefas e desafios diários. No entanto, milhões de refugiados ainda enfrentam barreiras que os impedem de ter acesso à educação.

1. 3,7 milhões de crianças refugiadas estão fora da escola

Em um mundo de conflitos, estamos perdendo um dos melhores investimentos que existem: a educação de jovens refugiados. Isso não é uma despesa, mas uma oportunidade de ouro.

Alamuddin fugiu para o Iêmen depois de perder os pais e, quando chegou ao país, a barreira do idioma e a falta de documentação escolar anterior o impediram de concluir seus estudos. Foto: SDF/Majed Al-Zomaly

Alamuddin fugiu para o Iêmen depois de perder os pais e, quando chegou ao país, a barreira do idioma e a falta de documentação escolar anterior o impediram de concluir seus estudos. Foto: SDF/Majed Al-Zomaly

2. No nível primário, o número de crianças refugiadas matriculadas nas escolas é de 63%, enquanto o número global para todas as crianças é de 91%

Apesar do grande investimento no ensino primário, o aumento contínuo de deslocamentos forçados em todo o mundo – incluindo refugiados, solicitantes de refúgio, pessoas deslocadas dentro de suas próprias fronteiras e apátridas – significa que existem grandes lacunas entre refugiados e seus pares não refugiados quando se trata de acesso à educação.

Alunas jogam videogame em campus universitário de Beirute, Líbano. À esquerda, Weam, de 19 anos, é estudante de Ciência da Computação na Universidade Libanesa (UL). Ela é uma das beneficiadas pela bolsa de estudos DAFI. Foto: ACNUR/Antoine Tardy

Alunas jogam videogame em campus universitário de Beirute, Líbano. À esquerda, Weam, de 19 anos, é estudante de Ciência da Computação na Universidade Libanesa (UL). Ela é uma das beneficiadas pela bolsa de estudos DAFI, financiada pelo governo alemão. Foto: ACNUR/Antoine Tardy

3. A proporção de refugiados matriculados no ensino médio é mais de dois terços inferior ao nível de não refugiados

O efeito é devastador. Sem uma continuidade do ensino na escola secundária, os progressos alcançados nos anos anteriores terão vida curta, e o futuro de milhões de crianças refugiadas será jogado fora.

Estudantes leem em um espaço seguro para meninas em Paysannat L, no campo de refugiados de Mahama, Kirehe, leste de Ruanda. Foto: ACNUR/Georgina Goodwin

Estudantes leem em um espaço seguro para meninas em Paysannat L, no campo de refugiados de Mahama, Kirehe, leste de Ruanda. Foto: ACNUR/Georgina Goodwin

4. Apenas 3% dos refugiados estão matriculados no ensino superior

O ensino superior transforma os alunos em líderes. Aproveita a criatividade, energia e idealismo dos jovens, modelando e desenvolvendo habilidades cruciais para a tomada de decisões, ampliando suas vozes e permitindo mudanças geracionais rápidas.

5. Entre 2014 e 2018, escolas de 34 países sofreram 14 mil ataques violentos

As escolas devem ser refúgios seguros. É por isso que todos devemos condenar os atos de violência contra escolas, alunos e professores que continuam a ser praticados em países afetados por conflitos. Houve 14 mil desses incidentes em 34 países entre 2014 e 2018, incluindo bombardeios, ocupação parcial ou total de grupos armados, sequestro, estupro e recrutamento forçado. Tal violência contra inocentes é imperdoável e deve parar.

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