Educação de meninas é indispensável para alcançar desenvolvimento sustentável, diz Guterres

A promoção da educação para meninas adolescentes é “base indispensável para atingirmos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, na terça-feira (11).

A declaração foi feita durante evento de lançamento da iniciativa de educação “Drive for 5” na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. O evento foi organizado pela missão da Irlanda na ONU.

A “Drive for 5” é um plano de ação global para todos os governos se comprometerem com cinco ações transformadoras: 12 anos de educação de qualidade gratuita; ambientes escolares de qualidade; treinamento de professores; viagens seguras entre residência e escola; e proteger a saúde das meninas no ambiente escolar.

Este ano ocorre o aniversário de 25 anos da Conferência de Pequim sobre Mulheres, que marcou uma virada significativa na agenda global para a igualdade de gênero. Foto: Banco Mundial/Arne Hoel

Este ano ocorre o aniversário de 25 anos da Conferência de Pequim sobre Mulheres, que marcou uma virada significativa na agenda global para a igualdade de gênero. Foto: Banco Mundial/Arne Hoel

A promoção da educação para meninas adolescentes é “base indispensável para atingirmos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, na terça-feira (11).

A declaração foi feita durante evento de lançamento da iniciativa de educação “Drive for 5” na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. O evento foi organizado pela missão da Irlanda na ONU.

A “Drive for 5″ é um plano de ação global para todos os governos se comprometerem com cinco ações transformadoras: 12 anos de educação de qualidade gratuita; ambientes escolares de qualidade; treinamento de professores; viagens seguras entre residência e escola; e proteger a saúde das meninas no ambiente escolar.

“A educação é necessária para o sucesso e o bem-estar da sociedade”, afirmou o chefe da ONU. “E é essencial para a igualdade de gênero. Uma boa educação pode aumentar a qualidade de vida e abrir portas para oportunidades de trabalho decente.”

Guterres acrescentou que a educação também oferece às mulheres e meninas as habilidades de vida necessárias para se adaptarem a um futuro incerto, enfrentar a discriminação e a violência e tomar decisões sobre cuidados de saúde, incluindo saúde sexual e reprodutiva.

Avanços ocorreram nos últimos 25 anos, mas desafios permanecem

Este ano ocorre o aniversário de 25 anos da Conferência de Pequim sobre Mulheres, que marcou uma virada significativa na agenda global para a igualdade de gênero.

Desde então, grandes avanços foram feitos. Mais meninas estão na escola do que nunca e mais países alcançaram a paridade de gênero nas matrículas educacionais.

No entanto, como o secretário-geral da ONU apontou, ainda existem muitas barreiras a serem superadas.

“As taxas crescentes de educação feminina não mudaram a segregação ocupacional profundamente arraigada nos países desenvolvidos e em desenvolvimento; a diferença salarial global entre os sexos é de 20%; e, apesar de se saírem tão bem quanto os meninos na sala de aula, as barreiras sociais e institucionais ainda desencorajam as meninas de assumir carreiras baseadas em ciências, tecnologia, engenharia e matemática”.

“Derrube estereótipos profundamente enraizados”

O evento ocorreu no Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, quando o chefe da ONU pediu o fim do desequilíbrio de gênero na ciência.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), profissionais e pesquisadoras mulheres em ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) publicam menos, recebem menos por suas pesquisas e não avançam tanto quanto os homens em suas carreiras.

“Essas são as carreiras do futuro e não podemos alcançar a igualdade de gênero em nossas sociedades sem as mulheres desempenhando um papel igual”, disse Guterres.

“Abordar essas questões significa trabalhar para derrubar estereótipos e normas sociais profundamente enraizadas que veem mulheres e meninas como menos merecedores de uma educação e que limitam os assuntos aos quais elas têm acesso.”