Edital financia ativismo em prol dos direitos das mulheres

Até 18 de fevereiro, o Fundo das Mulheres do Sul recebe candidaturas de organizações e grupos da sociedade civil para financiar projetos que promovam e defendam os direitos das mulheres e a igualdade de gênero. Instituições brasileiras podem concorrer no edital.

Manifestação em Belo Horizonte (MG) para marcar o 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Imagem de 2014. Foto: Flickr (CC)/Mídia Ninja
Manifestação em Belo Horizonte (MG) para marcar o 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Imagem de 2014. Foto: Flickr (CC)/Mídia Ninja

Até 18 de fevereiro, o Fundo das Mulheres do Sul recebe candidaturas de organizações e grupos da sociedade civil para financiar projetos que promovam e defendam os direitos das mulheres e a igualdade de gênero. Instituições brasileiras podem concorrer no edital divulgado neste mês — saiba como participar clicando aqui.

A convocatória marca o segundo ciclo de subvenções do programa Liderando desde o Sul, que visa impulsionar iniciativas de mulheres alinhadas ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS) de nº 5, sobre igualdade de gênero e empoderamento feminino.

A chamada dará prioridade a propostas que contribuam com as metas de outro marco da ONU, a Década Internacional de Afrodescendentes, observada no período 2015-2014. Em torno de 200 milhões de pessoas que se identificam como afrodescendentes vivem nas Américas.

A seleção também vai considerar especialmente os projetos de organizações atuando em países que atravessam crises democráticas, onde a integridade e a vida das defensoras e ativistas estejam em risco.

O edital dá atenção especial a programas voltados para mulheres e meninas que sofrem múltiplas formas de discriminação, como mulheres que vivem em situação de pobreza extrema, agricultoras, indígenas, negras/afrodescendentes, moradoras de áreas rurais, de áreas urbanas marginalizadas, migrantes, trabalhadoras de setores precarizados (domésticas, costureiras, etc.), portadoras de deficiências, mulheres que vivem com HIV/AIDS e/ou outras infeções sexualmente transmissíveis, defensoras do meio ambiente, lésbicas, bissexuais, trans e intersexo (LBTI), dirigentes sindicais, jovens, entre outras.

O primeiro ciclo de financiamento do Liderando desde o Sul teve início em 2017 e se encerra ao final de 2018. O segundo será implementado no biênio 2019-2020. Ao final desses quatro anos, a iniciativa terá canalizado 40 milhões de euros para apoiar o ativismo implementado e liderado por organizações de mulheres, que trabalham pelo empoderamento feminino nos níveis político, social e econômico.

O Liderando desde o Sul é financiado pelo Ministério das Relações Exteriores da Holanda.


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