Economias do G-20 continuam crescendo lentamente, afirma novo relatório da ONU

“Como este relatório afirma claramente, precisamos de uma abordagem abrangente e multissetorial para reverter o ciclo de atual de crescimento”, diz o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.

Operário em fábrica de válvulas em Tekirdag, vizinha a Istambul, na Turquia. Foto: Banco Mundial/Simone D. McCourtie

Operário em fábrica de válvulas em Tekirdag, vizinha a Istambul, na Turquia. Foto: Banco Mundial/Simone D. McCourtie

O relatório “Mercados de Trabalho do G-20 2015: Reforçar a ligação entre o crescimento e o emprego”, publicado 08pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) do Grupo do Banco Mundial, revela que as economias do G-20 cresceram em média 3,2% nos últimos três anos, em comparação a 4,1% entre 2000 e 2007.

O documento também afirma que a taxa de desemprego continua sendo motivo de preocupação pois subiu entre 5,1-6,0% entre 2007 e 2009 e ficou em 5,8% em 2014, provocando um déficit estimado de 50 milhões de empregos no G-20 (composto por 19 países e pela União Europeia).

Porém, não somente a quantidade de empregos diminuiu, mas também sua qualidade, observa o relatório. Muitos postos de trabalho dos países do G-20 criados entre 2009 e 2014 são de meio período e oferecem salários mais baixos e menos segurança no emprego.

“Como este relatório afirma claramente, precisamos de uma abordagem abrangente e multissetorial para reverter o ciclo de atual de crescimento lento, baixa criação de empregos, de baixos salários, fraco crescimento da renda e baixo investimento”, afirmou o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.