Economia verde pode ajudar a impulsionar indústria marinha, diz relatório do PNUMA

Conclusão é do novo relatório divulgado hoje (25/1) pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – “Economia Verde em um Mundo Azul”.

A produtividade da economia marinha pode ser significativamente impulsionada por uma abordagem mais sustentável. A conclusão é do novo relatório divulgado hoje (25/1) pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) – “Economia Verde em um Mundo Azul”. Seis setores da economia marinha são analisados: pesca e aquicultura; transporte marinho; poluição do oceano por nutrientes; energia sustentável marinha; turismo costeiro e minerais do fundo do mar.

“Esse relatório é um bom exemplo de como as indústrias dos oceanos – incluindo os setores de energia e aquicultura – podem se tornar mais rentáveis, mais sustentáveis e atender às necessidades de uma população em crescimento sem sacrificar a saúde dos nossos frágeis ecossistemas do oceano”, defendeu o Diretor de Políticas para Oceanos e Litorais do Instituto Nicholas para Soluções Políticas Ambientais, Linwood Pendleton.

O estudo também examina como ilhas nas regiões do Caribe e da Ásia do Pacífico podem aproveitar as vantagens da economia verde para reduzir sua vulnerabilidade às alterações climáticas e promover o crescimento sustentável.

“Intensificar os investimentos verdes em recursos marinhos e costeiros, além de reforçar a cooperação internacional na gestão destes ecossistemas transfronteiriços, é essencial para a transição para uma economia verde de baixo carbono e de uso eficiente dos recursos”, defendeu o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner.

O relatório busca estimular países a tomar medidas para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20) no Brasil em junho desse ano. Participaram do estudo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Organização Marítima Internacional (OMI), o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA), entre outras instituições.