Economia verde demanda melhoria da qualificação profissional, aponta relatório da OIT

Organização Internacional do Trabalho afirma que mundo precisa explorar novas competências profissionais para potencializar economia verde. Segundo estudo, Brasil está em transição para uma economia de baixo carbono.

Para explorar o potencial da nova economia verde, o mundo vai precisar de novas competências profissionais. A conclusão é do último relatório “Competências profissionais para empregos verdes: Uma visão da situação mundial”, realizado pelo Departamento de Conhecimentos Teóricos e Práticos e Empregabilidade (EMP/SKILLS) da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em colaboração com o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP). Foram 21 países estudados, incluindo o Brasil.

O Brasil foi lembrado como um país em transição para uma economia de baixo carbono, principalmente por sua legislação ambiental desenvolvida. Em relação às ofertas de trabalho, o relatório aponta a ampliação da oferta para engenheiros e técnicos com potencial para diminuir impactos ambientais; procura por trabalhadores da indústria tradicional para ocupar vagas geradas pelo crescimento da economia verde; desenvolvimento de estratégias para designers de veículos de concepção verde e especialistas em reciclagem.

A carência de competências laborais já constitui um importante obstáculo na transição rumo à economia verde. Entre os fatores responsáveis pela escassez estão o baixo crescimento da eficiência energética na construção de edifícios;  falta de cientistas e engenheiros; e a falta de atração de alguns setores, como a gestão de desperdícios.

O relatório aponta três diferentes competências profissionais necessárias: reestruturação verde, que implica transferir, em nível industrial, atividades de muito carbono a padrões de produção mais ecológicos; novas ocupações pela adoção de regulações e o desenvolvimento de tecnologias; mudança de perfis das competências dos trabalhos existentes, tendo como resultado a mudança do rumo a processos de produção e locais de trabalho mais verdes.

Também são citadas questões de desemprego e a não aplicação de normas ambientais já estabelecidas. O estudo defende que as novas oportunidades de emprego verdes não serão aquelas que perderam seu trabalho na indústria tradicional. E a relação entre novos postos e a legislação ambiental caiu num círculo vicioso. A deficiência na aplicação das leis diminui os incentivos em investimentos nas novas competências laborais. Já a falta de incentivos na economia verde agrava a implementação das normas.

Para conferir o relatório completo, clique aqui.