Economia da América Latina e do Caribe crescerá em torno de 1% em 2015, segundo nova projeção da CEPAL

A queda na revisão da projeção, segundo o organismo das Nações Unidas, reflete um panorama global caracterizado por uma dinâmica econômica menor do que a esperada no final de 2014.

As projeções de crescimento das economias especializadas na produção de bens primários, especialmente, petróleo e minérios, são as que experimentaram as maiores quedas como é o caso da América do Sul e Trinidad e Tobago. Foto: Pixabay/nedu503 (CC)

As projeções de crescimento das economias especializadas na produção de bens primários, especialmente, petróleo e minérios, são as que experimentaram as maiores quedas como é o caso da América do Sul e Trinidad e Tobago. Foto: Pixabay/nedu503 (CC)

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) revisou a projeção do crescimento econômico da região para 2015, estimando em 1,0% o aumento do produto interno bruto (PIB) regional, informou nesta terça-feira (07) o organismo das Nações Unidas.

Essa revisão reflete um panorama global caracterizado por uma dinâmica econômica menor ao que era esperado no final de 2014. Com exceção dos Estados Unidos, as projeções de crescimento foram revisadas nos países industrializados, e demonstram que as economias emergentes continuam em processo de desaceleração. Estima-se que em 2015 a região consiga manter o crescimento econômico similar ao de 2014, de cerca de 1,1%, e não a cifra de 2,2% anteriormente projetado no relatório anual da CEPAL, Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe, 2014.

A análise sub-regional da CEPAL projeta uma taxa de crescimento próxima a zero para a América do Sul, enquanto que para a América Central e para o México alcançará 3,2% e para o Caribe 1,9%. Segundo os novos dados, a projeção para o Brasil é negativa, de 0,9%.

Ao menor crescimento da economia mundial soma-se uma maior volatilidade financeira internacional, produto de uma política monetária expansionista na Europa e no Japão, enquanto prevê-se um aumento nas taxas de juros nos Estados Unidos. Por outro lado, o fim do chamado “superciclo” do preço dos bens primários afeta negativamente vários países da região.

As particularidades das economias dos países no continente americano, em termos de suas estruturas econômicas e suas formas de inserção na economia mundial, influem em uma importante heterogeneidade na intensidade e forma em que os choques externos as afetaram. As projeções de crescimento das economias especializadas na produção de bens primários, especialmente, petróleo e minérios, são as que experimentaram as maiores quedas como é o caso da América do Sul e Trinidad e Tobago.

Por outro lado, aquelas com maior vinculação com a economia dos Estados Unidos, e que se beneficiam da queda do preço do petróleo, registram as melhores projeções: América Central e Caribe de língua inglesa. Os países que liderarão a expansão regional durante 2015 serão o Panamá, com um aumento no PIB de 6,0%, Antígua e Barbuda (5,4%) e Bolívia, Nicarágua e República Dominicana (5,0%).

Para mais informações: Tabela. América Latina e Caribe. Projeções do PIB, 2015.