Surto do ebola

O vírus ebola é uma doença aguda e grave, na maioria dos casos fatal se não receber o tratamento adequado. Detectada pela primeira vez em 1976, a doença apareceu simultaneamente em Nzara, Sudão e em Yambuku, na República Democrática do Congo, em uma aldeia perto do rio ebola, fato que deu o nome ao vírus.

A doença voltou a se alastrar pela África em março de 2014, representando o mais complexo surto desde sua aparição e causando um número superior de mortos até o momento que em todas as outras epidemias juntas.

Foto: UNICEF Libéria/2014/Ajallanzo

Os primeiros casos surgiram em Guiné, se espalhando em seguida para Serra Leoa e Libéria, país mais afetado pelo vírus até a data. Outros três países – Nigéria, Senegal e Estados Unidos – também registraram casos de contágio de pacientes que tinham viajado desde os três países de origem. Paralelo ao surto da África Ocidental, a região isolada de Boende, na República Democrática do Congo, também detectou a propagação da doença em uma menor escala.

Em 8 de agosto de 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou este surto como uma emergência de saúde pública internacional e aprovou o uso de medicamentos experimentais no tratamento da doença.

Para conter o alastramento do ebola, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, criou a primeira missão da história das Nações Unidas no âmbito da saúde – a Missão da ONU para Resposta de Emergência ao Ebola (UNMEER) – cujo mandato aborda cinco prioridades: interromper o surto, tratar os infectados, garantir os serviços essenciais, preservar a estabilidade e prevenir sobre novos surtos.


O Conselho de Segurança também aprovou uma resolução, em 18 de setembro de 2014, que determina que a extensão sem precedentes do vírus na África Ocidental constitui uma ameaça à paz e à segurança internacionais.

Todos os três países mais gravemente afetados vivenciavam um período de estabilidade política e econômica. Os impactos da doença na frágil economia local e a vulnerabilidade dos serviços médicos nestes países agravam ainda mais o quadro de atenção à população dessas nações.

As agências da ONU vêm exercendo um papel fundamental em prover assistência e material médico, criar infraestrutura e sensibilizar a população sobre medidas de prevenção e ações que devem tomar ao observar os primeiros sintomas da doença.

Entre as ações de conscientização, as agências se concentram em dispersar o medo e os mitos existentes em torno da doença, alertando, por exemplo, que o vírus não é transmitido pelo ar. O contágio só ocorre quando uma pessoa entra em contato direto com os fluidos corporais ou secreções das feridas da paciente infectado.

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Acesse a página oficial da resposta conjunta da ONU, incluindo informações sobre como ajudar: un.org/ebolaresponse