Ebola: OMS alerta sobre risco de entrada do vírus em países não afetados

No Guiné, um mobilizador ensina às crianças técnicas de lavagem das mãos adequadas, que ajudam a prevenir a propagação de doenças, incluindo o ebola. Foto: UNICEF/Timothy La Rose

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta quarta-feira (19) sobre o risco considerável em relação aos casos do ebola entrarem nos países não afetados, principalmente os mais pobres e vulneráveis do continente africano.

Com base nisso, a agência da ONU irá enviar equipes para ajudar os países a se preparar e se planejar, evitando assim que o vírus mortal se propague.

“Com uma preparação adequada, a introdução da doença pode ser contida antes que se tornem grandes surtos”, disse o coordenador humanitário regional da ONU para o Sahel, Robert Piper.

Benim, Burkina Faso, Camarões, República Centro-Africana, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Gâmbia, Gana, Guiné-Bissau, Mali, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Sudão do Sul e Togo são alguns dos países que foram priorizados para receber assistência técnica da equipe da OMS e seus parceiros.

ONU intensifica esforços no Mali

A OMS e outras agências da ONU informaram nesta semana que estão intensificando os esforços para que o surto do ebola não se espalhe no Mali. O vírus foi reintroduzido no país no mês passado.

Até o momento, o governo do Mali informou oficialmente que registrou um total de seis casos, com cinco mortes. Cerca de 554 contatos foram identificados e quase todos estão sob vigilância.

As agências da ONU têm auxiliado o governo do país a identificar as cadeias potenciais de transmissão, monitorar os contatos e evitar que o surto cresça. Além disso, tem ajudado o Mali a lidar com a doença através de campanhas de conscientização, distribuição de alimentos e de água para melhorar a higienização e o saneamento.

Atualização sobre o ebola

O relatório da OMS emitido nesta quarta-feira (19) registrou um total de 15.145 casos do ebola nos seis países atualmente afetados – Guiné, Libéria, Mali, Serra Leoa, Espanha e Estados Unidos –, e na Nigéria e Senegal, que já estão livres do vírus.

A doença já causou 5.420 mortes. Além disso, um total de 584 profissionais de saúde foram infectados. Destes, 329 morreram.