Ebola: Apesar dos avanços nas investigações, o fim do surto ainda não está previsto, diz OMS

O coordenador da ONU para o vírus Ebola, David Nabarro, chega à Libéria, onde inicia visitas aos países que registraram casos de infecção para buscar formas de apoio às comunidades afetadas. 

UNICEF forneceu aos seus parceiros na Guiné materiais para desinfectar os hospitais para evitar a propagação do vírus ebola. Foto: UNICEF

O coordenador sênior da ONU para o vírus Ebola, David Nabarro, começou nesta sexta-feira (22) sua visita aos países que registraram casos da doença mortal. O objetivo é buscar a melhor forma para as Nações Unidas apoiarem às comunidades afetadas. 

A primeira cidade a ser visitada por Nabarro é Monróvia, capital da Libéria. A chefe da Missão da ONU nos país (UNMIL), Karin Landgren, afirmou que a visita reforça o compromisso da ONU para ajudar no recuo do vírus mortal e reorientou várias partes de suas operações para apoiar o Governo na luta contra a doença. “Se quisermos preservar os ganhos obtidos ao longo destes 11 anos de paz na Libéria, o rbola devem ser rapidamente detido”, disse Landgren.

Em um artigo do “The New England Journal of Medicine”, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, destacou os desafios a serem superados pelo pior surto do vírus Ebola em quatro décadas, ressaltando que apesar dos avanços nas investigações para combater a doença, ainda não há previsão para o fim do surto do Ebola, por conta da pobreza, sistemas de saúde disfuncionais e o medo generalizado.

Para ela, ainda serão necessários vários meses de assistência massiva, coordenada e específica para deter o vírus e, para isto, é imprescindível a ajuda da comunidade internacional.”Um mundo humano não pode deixar o povo da África Ocidental sofrer em tal escala extraordinária”, disse Chan. Oficialmente, há 2.473 casos da doença em Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa e 1.350 mortes registradas. 

Com o vírus Ebola em fase de investigação, nos próximos dias 4 e 5 de setembro, mais de 100 participantes, incluindo 20 especialistas em visita aos países da África Ocidental afetados, irão se reunir, em Genebra, para discutir questões de segurança e eficácia, bem como modelos inovadores para acelerar os potenciais tratamentos. Além disso, discutirão possíveis formas de aumentar a produção dos remédios e materiais para combater a doença mortal.