É preciso ampliar combate à exploração sexual de crianças, alerta relatora independente da ONU

A relatora da ONU Najat Maalla M’jid ressaltou que as crianças separadas de suas famílias, desacompanhadas, órfãs ou deslocadas por crise humanitária são as mais vulneráveis.

Mulher que sofre abuso doméstico é entrevistada pela polícia da ONU no Timor-Leste (ONU/Martine Perret)“A vulnerabilidade das crianças aumenta significativamente quando elas são separadas de suas famílias, ficam desacompanhadas, órfãs ou deslocadas por crise humanitária”, alertou hoje (08/03) a relatora especial das Nações Unidas sobre a venda de crianças, prostituição infantil e pornografia infantil, Najat Maalla M’jid.

“Apesar dos muitos agentes que oferecem uma resposta de emergência, as crianças continuam à mercê daqueles que procuram lucrar com o caos, colocando crianças à venda – para adoção ilegal ou trabalho forçado, como por exemplo, a exploração sexual”, ressaltou Maalla M’jid em seu relatório para o Conselho de Direitos Humanos sobre a proteção de crianças após desastres naturais.

“A falta de coordenação e atribuição clara de funções e responsabilidades dos vários agentes locais e internacionais em tempos de desastres naturais pavimentou o caminho para a confusão, a duplicação desnecessária de esforços e lacunas significativas de proteção”, sublinhou Maalla M’jid.

Para efetivamente proteger as crianças, a especialista instou os governos a implementarem mecanismos de coordenação nacional, e registrarem todas as crianças no momento do nascimento nas instituições adequadas, para facilitar a detecção e identificação das crianças. Maalla M’jid ressaltou que a prioridade das adoções devem ser entre os membros da família.

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