Dois organizadores do genocídio em Ruanda são condenados à prisão perpétua

Tribunal Penal Internacional de Ruanda considera Édouard Karemera e Matthieu Ngirumpatse culpados por crimes cometidos em 1994.

Dois dos principais responsáveis pelo genocídio de Ruanda em 1994, Édouard Karemera e Matthieu Ngirumpatse, foram sentenciados nessa quarta-feira (21/12) à prisão perpétua pelo Tribunal Penal Internacional de Ruanda (TPIR). Eles foram considerados culpados por incitação direta e pública ao genocídio, extermínio, agressão sexual e assassinato.

Matthieu Ngirumpatse era presidente do então partido da situação Movimento Revolucionário para o Desenvolvimento (MRND). Já Édouard Karemera era vice-presidente e Ministro do Interior do governo interino.

Membros do Tribunal Penal Internacional de Ruanda proferiram seu julgamento depois de concluir que ambos foram membros de “um empreendimento criminoso” para aniquilar a população de etnia Tutsi de Ruanda. Em 1994, o genocídio causou a morte cerca 800 mil pessoas, em cerca 100 dias.