Dois membros das forças de paz da ONU morrem após ataque no Mali

A Missão de Estabilização das Nações Unidas no Mali (MINUSMA), relatou no sábado (26) que dois membros das forças de paz foram mortos e diversos outros ficaram feridos após um ataque coordenado contra uma base no norte do país durante o amanhecer.

Uma proliferação de grupos armados lutando contra forças do governo e seus aliados em áreas no centro e no norte do Mali após uma tentativa fracassada de golpe há seis anos transformou a MINUSMA na missão mais perigosa para se servir como um capacete-azul da ONU.

Capacetes-azuis servindo à MINUSMA atuam em Mopti, no Mali. Foto: MINUSMA (arquivo)

Capacetes-azuis servindo à MINUSMA atuam em Mopti, no Mali. Foto: MINUSMA (arquivo)

A Missão de Estabilização das Nações Unidas no Mali (MINUSMA), relatou no sábado (26) que dois membros das forças de paz foram mortos e diversos outros ficaram feridos após um ataque coordenado contra uma base no norte do país durante o amanhecer.

Relatos preliminares indicam que os dois membros burquinenses das forças de paz foram mortos durante o ataque contra o acampamento de Ber e que 11 pessoas ficaram feridas. Quatro capacetes-azuis de Togo ficaram feridos no ataque em Konna, na região de Mopti.

Uma proliferação de grupos armados lutando contra forças do governo e seus aliados em áreas no centro e no norte do Mali após uma tentativa fracassada de golpe há seis anos transformou a MINUSMA na missão mais perigosa para se servir como um capacete-azul da ONU.

Em comunicado, a missão informou que os membros das forças de paz em Ber, perto de Timbuktu, haviam “repelido um ataque complexo, realizado simultaneamente por diversas picapes armadas com lançadores de foguetes e metralhadoras” durante o amanhecer de sábado.

Capacetes-azuis perseguiram os agressores não identificados e, algumas horas depois, na região de Mopti, membros das forças de paz foram atacados novamente, desta vez com aparatos explosivos improvisados.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse em comunicado emitido por seu porta-voz que os ataques mirando membros das forças de paz “podem constituir crimes de guerra sob lei internacional” e que a ONU se solidariza com o governo e o povo do Mali e está determinada em apoiar esforços de estabilização dentro do país.

Relatos preliminares indicam que os dois membros burquinenses das forças de paz foram mortos durante o ataque contra o acampamento de Ber e que 11 pessoas ficaram feridas. Quatro capacetes azuis do Togo ficaram feridos no ataque em Konna, na região de Mopti.

O secretário-geral da ONU enviou suas “sinceras condolências às famílias das vítimas e ao governo do Burquina Faso”. Ele “expressou solidariedade” ao governo togolês, desejando uma rápida recuperação a todos os feridos.

O representante especial da ONU e chefe da MINUSMA, Maamat Saleh Annadif, expressou sua indignação com os ataques realizados por “inimigos da paz”.

“Condeno veementemente este ataque brutal, que não irá prejudicar nossa determinação de apoiar o Mali em sua marcha à paz”, disse. “Os autores destes crimes devem ser processados e devem pagar por suas ações”.