Documentário retrata desafios da resposta à AIDS no Alto Solimões (AM)

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O Plano Integrado da ONU de apoio à resposta à epidemia de AIDS no Amazonas, conhecido como AMAZONAIDS, realizou na quinta-feira (17), em Tabatinga (AM), o pré-lançamento do documentário “AMAZONAIDS — Na Fronteira de uma Epidemia”. O filme, disponível online, é fruto de uma parceria entre o UNAIDS e a rede de produção jornalística independente Eder Content.

Avenida da Amizade, que liga a cidade de Tabatinga (AM), no Brasil, à cidade de Letícia (Colômbia). Foto: EderContent-UNAIDS/Cacalos Garrastazu

Avenida da Amizade, que liga a cidade de Tabatinga (AM), no Brasil, à cidade de Letícia (Colômbia). Foto: EderContent-UNAIDS/Cacalos Garrastazu

O Plano Integrado da ONU de apoio à resposta à epidemia de AIDS no Amazonas, conhecido como AMAZONAIDS, realizou na quinta-feira (17), em Tabatinga (AM), o pré-lançamento do documentário “AMAZONAIDS — Na Fronteira de uma Epidemia”. O filme é fruto de uma parceria entre o UNAIDS e a rede de produção jornalística independente Eder Content.

“Esse documentário é importante não apenas para registrar as ações feitas no Alto Solimões desde 2008, mas também para dar visibilidade aos desafios da resposta ao HIV na região de fronteira”, disse o assessor para mobilização social e trabalho em rede do UNAIDS, Cleiton Euzébio de Lima, durante o lançamento do documentário.

“Nesse sentido, o filme vai além das questões de saúde e fala também de desafios como a violência contra as mulheres, questões de sexualidade e direitos humanos, incluindo os da população LGBT”, acrescentou.

O pré-lançamento do filme ocorreu no Centro de Estudos Superiores do Campus Tabatinga da Universidade Estadual do Amazonas, na região do Alto Solimões — situada a cerca de 1,1 mil km de Manaus, na fronteira do Brasil com a Colômbia e o Peru. A exibição fez parte da aula inaugural do curso de educação à distância “Juventudes, sexualidades e prevenção das DST/AIDS”, elaborada pela UNESCO e parceiros no âmbito do AMAZONAIDS.

Cerca de 90 pessoas estiveram presentes, incluindo representantes da universidade e das secretarias de Saúde e Educação do Amazonas e profissionais dessas áreas das principais cidades da região: Tabatinga, Benjamin Constant e Atalaia do Norte.

AMAZONAIDS – Na Fronteira de uma Epidemia

O documentário tem o objetivo retratar a difícil realidade da resposta ao HIV no Norte do Brasil. Além da parceria entre UNAIDS e Eder Content, o filme teve o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), bem como do Grupo Gestor do AMAZONAIDS — que inclui parceiros de governos federal, estadual e municipais, sociedade civil e populações locais.

“O AMAZONAIDS foi um trabalho precursor no que chamamos hoje de atuação local, adotada pelo UNAIDS mais tarde como abordagem para a resposta à epidemia em todo o mundo. Ou seja, não podemos olhar para um país e tratar as questões como específicas de um país inteiro, e sim adaptar as respostas para as questões locais”, explicou Georgiana Braga-Orillard, diretora do UNAIDS no Brasil.

Filmado em agosto de 2015, o documentário tem como pano de fundo a história de Maria Paula, mulher trans peruana de 31 anos que cruza a fronteira para buscar atendimento e tratamento antirretroviral no lado brasileiro. Assim como ela, cerca de 10% das pessoas que buscam tratamento em Tabatinga são colombianos ou peruanos, segundo dados da secretaria de Saúde do município.

Através de sua história de superação — desde o drama vivido no momento do diagnóstico até suas expectativas para o futuro com a adesão ao tratamento —, o filme traz o relato de pessoas diretamente envolvidas na resposta à epidemia de AIDS nessa região de fronteira e retrata os desafios e lições aprendidas ao longo de quase uma década.

“O objetivo maior era de que as pessoas que vivem nessa região pudessem, independentemente de sua nacionalidade, ter acesso à assistência tanto no lado brasileiro, como peruano, como colombiano. Assim como as pessoas vivendo com HIV, que elas pudessem, sem estigma e sem discriminação, assumir sua condição sorológica”, contou Adele Benzaken, diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/AIDS e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde e uma das idealizadoras do AMAZONAIDS.

Assista ao documentário:


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