Documentário ‘Baixada Nunca Se Rende’ é exibido em Moçambique

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Em visita a Moçambique, Eddi MC, rapper, jornalista e integrante do coletivo aberto de músicos “Baixada Nunca Se Rende” apresentou o documentário que mostra o lado cultural da Baixada Fluminense, região com baixos índices de desenvolvimento humano (IDH) e geralmente retratada com imagens de pobreza e violência.

O filme é parte de um projeto-piloto do Centro RIO+, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com o objetivo de desenvolver novas metodologias de engajamento de cidadãos das periferias com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. O projeto “Música para Avançar o Desenvolvimento Sustentável” incentiva a replicação desse modelo de engajamento local em outras regiões metropolitanas do mundo.

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Em visita a Moçambique, Eddi MC, rapper, jornalista e integrante do coletivo aberto de músicos “Baixada Nunca Se Rende” apresentou o documentário que mostra o lado cultural da Baixada Fluminense, região com os mais baixos índices de desenvolvimento humano (IDH) do estado do Rio de Janeiro e geralmente retratada com imagens de pobreza e violência.

Dirigido por Juliana Spínola e Christian Tragni, o filme “#BXD Baixada Nunca Se Rende” foi apresentado no fim de julho (27) no Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC) e no Café Gil Vicente, ambos em Maputo, para cerca de 80 pessoas.

O filme é parte de um projeto-piloto do Centro RIO+, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com o objetivo de desenvolver novas metodologias de engajamento de cidadãos das periferias com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. O projeto “Música para Avançar o Desenvolvimento Sustentável” incentiva a replicação desse modelo de engajamento local em outras regiões metropolitanas do mundo.

Em Moçambique, sociedade civil e artistas mostraram-se interessados no projeto. Ao ouvir histórias da Baixada Fluminense, o público quis saber mais sobre a cultura nas áreas periféricas brasileiras. Eddi MC, artista que cresceu em Belford Roxo, disse que o documentário é ferramenta importante para mostrar a realidade e a efervescência artística da região periférica fluminense.

Fernando Moreira, ativista que assistiu ao filme junto a poetas e músicos no espaço Gil Vicente, disse que viu semelhanças entre as realidades dos dois países. “Os estilos de vida das comunidades do Brasil não diferem tanto daquilo que também é a vida nos bairros suburbanos de Maputo. Espero que o trabalho que está a se desenvolver, que é a transmissão desse documentário, consiga conscientizar as pessoas e, sobretudo, os políticos, que têm muita responsabilidade no que diz respeito à questão da igualdade”, disse Moreira.

Ao final da exibição, os artistas aproveitaram o microfone aberto para mostrar a efervescência da arte periférica em Moçambique.

O rapper brasileiro deu entrevistas às emissoras de rádio e televisão locais. “A intenção é fazer com que os artistas de lá se juntem também e façam em Moçambique o que estamos fazendo aqui na Baixada; juntando as forças para movimentar a cena musical e levar nossa história de resistência junto com os conceitos de sustentabilidade e a promoção dos ODS ao maior número de pessoas”, afirmou Eddi MC.

Helvisney Cardoso, representante das Nações Unidas em Moçambique, elogiou a iniciativa. “Recebemos com muito otimismo as informações sobre o projeto e buscaremos mais detalhes sobre como replicá-lo aqui em Moçambique. Acredito que o país, assim como o Brasil, possui um setor cultural efervescente que deve ser incluído nas questões de desenvolvimento”, declarou.

O documentário também teve exibições no fim de julho em Astana, no Cazaquistão, e em Pequim, na China.


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