Doadores prometem 550 milhões de dólares para operações do ACNUR em 2013

Brasil já é o principal país contribuinte na região da América Latina e do Caribe. Globalmente, ocupa a 31ª posição, considerado o total doado em relação ao PIB.

Uma família de refugiados sudaneses em um campo no Sudão do Sul, no início deste ano. Doadores do ACNUR ajudarão pessoas como estas, afetadas por grandes crises de deslocamento forçado. (ACNUR/B.Sokol)

Com base em informações que demonstram o aumento das crises humanitárias no Oriente Médio, no Norte da África e na África Subsaariana, países doadores prometeram na semana passada, em Genebra, 550 milhões de dólares para apoiar o trabalho do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) em 2013. Outros 169 milhões  de dólares foram prometidos para o ano de 2014.

O total prometido pelos países doadores representa somente uma parte das necessidades orçamentárias do ACNUR para 2013, estimadas em 3,92 bilhões  de dólares. No entanto, o valor anunciado indica a quantidade de recursos que o Alto Comissariado contará para começar seus trabalhos em 2013.

De maneira significativa, o Brasil tem aumentado desde 2010 suas contribuições às operações humanitárias do ACNUR em todo o mundo. Naquele ano, o país doou 3,5 milhões  de dólares. Em 2011, as contribuições chegaram a 3,7 milhões  de dólares. Para 2012, o total doado foi de 4 milhões  de dólares.

O Brasil já é o principal país doador na região da América Latina e do Caribe. Globalmente, ocupa a 31ª posição entre os doadores, considerado o total doado em relação ao PIB.

Os fundos serão usados para ajuda a milhões de deslocados forçados e apátridas em todo o mundo. O Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, agradeceu aos doadores por seu apoio.

“Novas crises humanitárias surgidas nos últimos meses têm criado centenas de milhares de novos refugiados e deslocados internos”, disse Guterres. “Isto faz com que fiquemos especialmente agradecidos com os doadores que puderam adiantar seus compromissos financeiros para o trabalho inicial em 2013. Em meio a um cenário de crise econômica global, isto é encorajador.”

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