Doadores garantem US$ 857 milhões para proteção e assistência de refugiados em 2018

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Países comprometeram-se na terça-feira (5) a doar 857 milhões de dólares para as atividades do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) em 2018. O valor equivale a cerca de 11% do financiamento necessário para o próximo ano — o orçamento total supera 7,5 bilhões de dólares. A quantia já assegurada, porém, é consideravelmente maior que a acordada ao final de 2016, quando foram arrecadados 701 milhões de dólares.

Refugiados sírios em, Akkar, no Líbano. Foto: UNICEF/MeMo/Diego Ibarra Sánchez

Refugiados sírios em, Akkar, no Líbano. Foto: UNICEF/MeMo/Diego Ibarra Sánchez

Países comprometeram-se na terça-feira (5) a doar 857 milhões de dólares para as atividades do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) em 2018. O valor equivale a cerca de 11% do financiamento necessário para o próximo ano — o orçamento total supera 7,5 bilhões de dólares. A quantia já assegurada, porém, é consideravelmente maior que a acordada ao final de 2016, quando foram arrecadados 701 milhões de dólares.

De acordo com a agência da ONU, o montante — debatido durante reunião dos Estados-membros doadores em Genebra — é o maior já prometido pelos países contribuintes na conferência anual sobre os fundos do ACNUR. O organismo internacional espera que a verba seja um indicativo de que mais recursos serão disponibilizados ao longo de 2018.

Na avaliação do Alto Comissariado, continua crescendo a lacuna entre o orçamento e os problemas vividos por refugiados e pessoas deslocadas. O contexto global é marcado por novas emergências e níveis recordes de deslocamento forçado.

“Um ano sem paz e de muitas guerras está prestes a terminar”, afirmou o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi. “Cresce a crise dos refugiados. Crescem também as necessidades dos refugiados”.

Questionado sobre o fato de que os valores definidos em Genebra não cobrem todas as iniciativas do ACNUR, o dirigente lembrou as terríveis consequências da falta de orçamento para quem depende de assistência.

“Isso significa que frequentemente o ACNUR precisa priorizar, às vezes de forma impiedosa. Isso pode significar que alguns (refugiados) terão que se defender sozinhos durante os duros meses de inverno e que outros não receberão a assistência de que precisam para se reintegrar quando puderem retornar a seus países de origem”, explicou Grandi.

Em todo o mundo, o trabalho da agência da ONU é financiado quase que inteiramente por contribuições voluntárias de governos, instituições intergovernamentais e, cada vez mais, de indivíduos, corporações e fundações. O organismo das Nações Unidas atua em algumas das principais crises humanitárias do planeta, como no Iraque, Síria, Iêmen, República Democrática do Congo, Sudão do Sul, Afeganistão e Bangladesh.

Grandi agradeceu ainda aos países e comunidades que acolhem refugiados. “Em termos de espaço, em termos de recursos, em termos dos custos políticos e socioeconômicos referentes ao acolhimento de refugiados, eles são uns dos maiores doadores em termos de assistência a essas pessoas.”

Para 2018, o ACNUR pede aos doadores que mantenham e aumentem o apoio à organização, por meio de contribuições antecipadas, que evitem a incerteza e permitam direcionar recursos para onde os riscos são maiores.


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